A Petrobras assinou em 22 de setembro um memorando de entendimento com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique. O documento estabelece uma base para cooperação em petróleo e gás, mas não aprova, por si só, investimento, compra de participação ou início de produção.
O anúncio foi divulgado pela Agência Petrobras no dia 23. As duas companhias poderão atuar conjuntamente em estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização, além de trocar conhecimento técnico. O memorando tem duração inicial de dois anos, prorrogável por acordo entre as partes.
O que já foi acordado e o que ainda depende de decisão
O memorando abre uma fase de análise. A Petrobras não informou um projeto específico, cronograma de perfuração, estimativa de reservas nem orçamento para investimento em Moçambique. Esses elementos exigiriam novas etapas de negociação e comunicação ao mercado.
Segundo o comunicado da estatal, assinaram o documento, pela Petrobras, a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, e o gerente executivo de Exploração, Jonilton Pessoa. Pela ENH, assinaram o presidente do conselho de administração, Rudêncio Morais, e a administradora Alegria Cossa.
A iniciativa se soma ao movimento recente da Petrobras na África, mas tem alcance distinto dos oito contratos de exploração firmados na Costa do Marfim. Ali foram definidos blocos e participações; em Moçambique, as empresas ainda estão na etapa de avaliar possibilidades.
Impacto para PETR3 e PETR4
Para os acionistas, o documento sinaliza interesse estratégico em oportunidades internacionais. Não há dados divulgados que permitam calcular efeito imediato sobre lucro, dividendos ou produção. Qualquer projeção numérica neste momento seria especulativa.
Fonte da apuração: comunicado da Agência Petrobras publicado em 23 de setembro de 2026. A descrição do acordo acima se limita ao que a companhia tornou público.