A B3 estendeu para 31 de março de 2027 o prazo para a Raízen apresentar um plano que tire suas ações da condição de penny stock. Os papéis rodam abaixo de R$ 1 desde dezembro.
A Raízen (RAIZ4) informou na sexta-feira (17) que a B3 prorrogou até 31 de março de 2027 o prazo para a companhia apresentar o cronograma de reenquadramento da cotação de suas ações preferenciais, negociadas abaixo do valor mínimo de R$ 1 exigido pela bolsa. A decisão dá sequência a comunicados anteriores, de dezembro de 2025 e maio de 2026, sobre o mesmo problema.
Pelo regulamento da B3, empresas com ações abaixo de R$ 1 por período prolongado precisam apresentar um plano para reverter a situação, geralmente por meio de um agrupamento de ações (grouping). O objetivo da regra é evitar as chamadas penny stocks, papéis de baixo valor associados a maior volatilidade e menor liquidez.
O prazo estendido chega no meio de uma reestruturação profunda. A Raízen negocia cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, homologou um Plano de Reestruturação Extrajudicial e vem vendendo ativos para reforçar o caixa, incluindo a operação na Argentina e, mais recentemente, a Usina Caarapó, no Mato Grosso do Sul, por R$ 760 milhões. As ações acumulam queda de mais de 50% em 2026 e rondam a faixa de R$ 0,36.