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Economia

Shake Shack chega ao Brasil com plano de 40 restaurantes

Dona do Outback vai operar a rede americana no país; primeira unidade está prevista para São Paulo em 2027, com expansão planejada até o ano de 2036.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem ilustrativa de hambúrguer com paisagem urbana de São Paulo
Ilustração editorial gerada por IA / Analistas

A Shake Shack anunciou sua entrada no Brasil por meio de uma parceria com a Bold Hospitality Company, responsável pelas operações de Outback, Abbraccio e Aussie no país. O acordo divulgado em 7 de outubro de 2026 prevê pelo menos 40 restaurantes até 2036. A primeira unidade deverá abrir em São Paulo no primeiro semestre de 2027, em endereço ainda não divulgado.

A Bold será a operadora local da marca americana em um contrato exclusivo de master-franquia. A companhia ficará responsável por investir na abertura e conduzir a operação dos restaurantes. Mauro Guardabassi, atual executivo de operações da holding, assumirá a presidência da Shake Shack no Brasil.

O anúncio representa um compromisso de expansão ao longo de vários anos, e não a abertura simultânea de 40 lojas. Também não foram apresentados, nas informações consultadas, uma lista completa de cidades, preços do cardápio brasileiro ou um valor consolidado de investimento para toda a implantação.

Como funcionará a operação brasileira

O modelo combina uma marca internacional com um grupo que já atua no mercado local. A detentora da marca define padrões e participa da relação de licenciamento, enquanto o parceiro assume a implantação e a gestão dos restaurantes dentro do acordo firmado.

Essa estrutura é diferente de anunciar uma rede inteiramente operada pela matriz americana. Também não significa, por si, que franquias individuais estejam disponíveis para qualquer interessado. O contrato divulgado foi firmado com a Bold; condições de eventual participação de terceiros não foram anunciadas.

Ponto do anúncioInformação disponível
Operadora no BrasilBold Hospitality Company
Primeira cidadeSão Paulo
Estreia previstaPrimeiro semestre de 2027
Plano contratadoPelo menos 40 restaurantes até 2036
Liderança localMauro Guardabassi
Endereço e preçosAinda não divulgados

Ao comentar o projeto, Guardabassi destacou o período de preparação da parceria, em declaração reproduzida pelo InfoMoney:

“Trazer o Shake Shack para o Brasil é a realização de um projeto que começou há muitos anos.” — Mauro Guardabassi.

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Segundo o histórico relatado pela Forbes Brasil, as conversas começaram em 2018, foram interrompidas durante a pandemia e retomadas depois. A assinatura anunciada agora dá uma forma operacional a essa aproximação, mas a estreia comercial continua prevista para o próximo ano.

A experiência da dona do Outback

A Bold foi formada em 2025 a partir da parceria entre Vinci Compass e Bloomin’ Brands, conforme informações da companhia reproduzidas pela CNN Brasil. Sua atuação no país reúne redes com propostas diferentes de alimentação fora de casa, incluindo restaurantes de serviço completo e formatos mais rápidos.

A experiência pode ajudar na escolha de pontos, negociação com fornecedores, contratação e treinamento. Isso não elimina o desafio de introduzir outra marca: cada operação tem exigências próprias de cozinha, atendimento, logística e produtividade. O desempenho de uma rede já consolidada não pode ser transferido automaticamente para uma nova bandeira.

O anúncio também amplia a diversificação da holding. Em vez de depender apenas da expansão das marcas que já administra, a Bold adiciona um negócio com outra identidade e uma base de consumidores que pode ter conhecido a Shake Shack em viagens ou pela exposição internacional.

Da origem em Nova York ao mercado brasileiro

A Shake Shack surgiu de um carrinho de cachorro-quente no Madison Square Park, em Nova York, e ganhou um quiosque permanente em 2004. A marca foi criada por Danny Meyer, empresário ligado ao setor de restaurantes, e construiu sua proposta em torno de hambúrgueres e atendimento de serviço rápido.

Entre os produtos citados para a operação brasileira estão ShackBurger, Chicken Shack, batatas de corte ondulado e frozen custard. O comunicado também prevê iniciativas com fornecedores e produtores locais. Ainda não há uma tabela oficial de preços para o Brasil nem detalhes suficientes para comparar o custo de uma refeição com os concorrentes.

A rede já está presente no México e tem entrada prevista no Panamá, segundo a Bloomberg Línea. A expansão brasileira reforça sua presença latino-americana, mas não deve ser confundida com a reprodução exata de cardápios, custos e condições comerciais de outros mercados.

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O que a chegada muda na concorrência

O novo participante disputará ocasiões de consumo com hamburguerias, redes de alimentação rápida e restaurantes. A intensidade dessa disputa dependerá da localização, do preço, do atendimento e da frequência com que os consumidores voltarem depois da curiosidade inicial.

Uma loja movimentada na inauguração pode demonstrar interesse pela marca, mas não revela sozinha a rentabilidade recorrente. O resultado precisa cobrir alimentos, equipe, aluguel, equipamentos, tributos e demais despesas. Para uma expansão longa, a regularidade desse equilíbrio é mais relevante do que um pico de filas nos primeiros dias.

O ambiente competitivo também inclui os aplicativos. A reportagem do Analistas sobre a guerra de descontos no delivery explica por que promoções e custos de distribuição podem alterar a margem das operações. O acordo da Shake Shack não veio acompanhado de condições comerciais anunciadas com plataformas brasileiras.

Metas não são resultados já alcançados

Em entrevista ao Brazil Journal, o CEO da Bold, Pierre Berenstein, afirmou enxergar espaço para uma presença maior que o compromisso inicial. Essa percepção deve ser tratada como avaliação do executivo. O número contratado divulgado continua sendo de pelo menos 40 unidades até 2036, não de centenas de inaugurações confirmadas.

Além de pontos comerciais e capital, a implantação exigirá equipes. A discussão sobre jornada de trabalho e custos no setor de serviços oferece contexto para esse tema, sem permitir atribuir à nova rede um modelo de contratação ainda não anunciado.

Os próximos marcos verificáveis são o endereço da primeira unidade, o calendário de abertura, os preços e o ritmo de expansão posterior. Até lá, a notícia é a assinatura da parceria e o plano de implantação. Não há base para antecipar faturamento, número de empregos ou retorno financeiro do projeto brasileiro.

Apuração: anúncio da Bold reproduzido por CNN Brasil e InfoMoney, entrevistas e informações do Brazil Journal, Forbes Brasil e Bloomberg Línea. Dados conferidos em 8 de outubro de 2026.

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Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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