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Thomson Reuters cresce 10% e amplia projeção anual

Receita chegou a US$ 1,83 bilhão no terceiro trimestre, mas ações recuaram com preocupação sobre custos maiores de inteligência artificial.

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Colagem minimalista com documentos, telas de dados, circuito de inteligência artificial e barras de receita
A Thomson Reuters elevou a projeção de receita orgânica para 2026. Imagem: Analistas/IA.

A Thomson Reuters registrou receita de US$ 1,83 bilhão no terceiro trimestre, alta de 10% em relação ao ano anterior, e elevou sua projeção de crescimento orgânico para 2026. Apesar do avanço, as ações recuaram com preocupações sobre o efeito de investimentos em inteligência artificial. O balanço mostra o custo da transformação em tecnologia para empresas negociadas no mercado de ações.

Projeção subiu para até 9%

A companhia passou a esperar crescimento orgânico anual entre 8,5% e 9%, acima da estimativa anterior de aproximadamente 8%. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 0,81.

Produtos jurídicos, tributários e de informação profissional sustentam receitas recorrentes. A empresa controla serviços como Westlaw e Checkpoint, além da agência de notícias Reuters.

Lucro operacional caiu

O lucro operacional recuou 22%. A comparação foi afetada por um ganho registrado no ano anterior com a venda da participação remanescente no negócio Elite, além de maior amortização de software.

Isso torna a receita ajustada e a margem operacional indicadores mais úteis para avaliar a atividade corrente. Comparar apenas o lucro contábil pode misturar desempenho operacional com eventos pontuais.

Inteligência artificial exige investimento

Investidores reagiram ao custo de desenvolver e integrar ferramentas de IA. A tecnologia pode aumentar produtividade e criar novos produtos, mas exige infraestrutura, desenvolvimento e aquisição de dados antes de gerar retorno completo.

O balanço combina crescimento forte com pressão de investimento. A questão central para os próximos trimestres será a velocidade com que novas receitas compensarão os custos. A elevação da projeção é positiva, mas o mercado seguirá cobrando expansão de margem e conversão de lucro em caixa.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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