O TRXF11 desistiu de prosseguir com a potencial compra de um portfólio imobiliário da Cyrela avaliado em R$ 2,13 bilhões. O memorando de entendimentos não vinculante será encerrado por acordo entre as partes, sem multa, penalidade ou obrigação adicional.
A Cyrela recebeu a comunicação da gestora do fundo na noite de sexta-feira, 28 de agosto, e divulgou o fato ao mercado nesta segunda-feira. Como o documento era preliminar, a operação ainda dependia de negociações, diligências e contratos definitivos.
Quais imóveis estavam no negócio?
O memorando assinado em 5 de agosto previa a aquisição de cinco propriedades. O conjunto incluía o Edifício Cyrela Corporate, em construção na Rua Oscar Freire, em São Paulo, e quatro galpões logísticos.
Dois galpões ficam na região metropolitana de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Extrema, Minas Gerais. O edifício corporativo possui contrato de locação de dez anos com o Nubank, segundo as informações apresentadas quando o acordo preliminar foi anunciado.
Por que a operação foi cancelada?
O comunicado informa que a TRX deixou de ter interesse em seguir com a aquisição, mas não apresenta uma justificativa financeira ou operacional detalhada. Por isso, não é possível atribuir o cancelamento a preço, financiamento ou característica específica dos imóveis sem informação adicional das partes.
Cyrela e TRX também ressaltaram que o memorando não criava obrigação de concluir o negócio. O encerramento, portanto, não gera indenização entre as empresas.
O que muda para Cyrela e TRXF11?
Para a Cyrela, CYRE3, a desistência impede neste momento a entrada dos recursos que seriam obtidos com a venda dos ativos. A operação era acompanhada por seu potencial de reduzir necessidades de capital e ampliar a flexibilidade financeira da incorporadora.
Para o TRXF11, o cancelamento significa que o portfólio e a quantidade de cotas não serão alterados por essa transação. Qualquer nova aquisição precisará ser anunciada em um processo separado, com seus próprios valores e condições.
A notícia também se conecta à estratégia de expansão de FIIs por meio de grandes operações imobiliárias. No segmento de escritórios, o HGRE11 anunciou nova emissão de cotas para financiar a ampliação de seu portfólio.
A menção aos ativos CYRE3 e TRXF11 tem finalidade jornalística e não representa indicação de investimento.