A compra do Edifício Morumbi pelo TRXF11 avançou após os titulares dos Certificados de Recebíveis Imobiliários ligados ao imóvel aprovarem a estrutura necessária para a transação. O ativo pertence ao HOFC11 e integra um conjunto de aquisições de imóveis corporativos anunciado pelo comprador. A aprovação foi comunicada em 21 de setembro.
O aval dos credores representa uma etapa cumprida, mas não conclui a compra. A administradora do HOFC11 informa que ainda há condições precedentes previstas nos documentos da operação. O fechamento é esperado para 30 de setembro, sujeito ao cumprimento dessas exigências.
O que foi aprovado pelos credores?
Os titulares de 100% dos CRIs da 288ª série da primeira emissão da Opea Securitizadora aprovaram as condições ligadas à venda. A estrutura prevê a cessão do usufruto do Edifício Morumbi e a transferência das cotas da sociedade que detém a nua-propriedade do imóvel.
O comunicado prevê amortização extraordinária equivalente a 40% do saldo dos CRIs em até cinco dias úteis após o fechamento, caso a transação seja concluída. A aprovação dos credores, portanto, resolve uma condição financeira relevante, mas não elimina as demais etapas.
Qual é o tamanho da operação do TRXF11?
O compromisso anunciado pelo TRXF11 abrange o Edifício Morumbi e unidades no Thera Corporate, em São Paulo, por aproximadamente R$ 340,25 milhões no total. A parcela atribuída ao Morumbi é de cerca de R$ 90,9 milhões, dividida entre nua-propriedade e usufruto. O valor global inclui o outro conjunto de escritórios e não deve ser apresentado como preço isolado do Morumbi.
A operação amplia a exposição do TRXF11 ao segmento de lajes corporativas. Para o HOFC11, representa uma possível alienação de ativo e mudança no perfil da carteira, cuja consequência final dependerá da efetiva conclusão e das condições financeiras realizadas.
Quando a venda será concluída?
A previsão divulgada é 30 de setembro, mas a data depende do cumprimento das condições contratuais. Até a comunicação de fechamento, o correto é tratar o negócio como aquisição negociada, com aprovação de uma etapa pelos credores.
Movimentos no preço das cotas não comprovam, por si, que uma operação melhorou o resultado dos fundos. O Analistas explicou por que juros e desempenho dos FIIs não se movem necessariamente juntos.
Esta reportagem foi publicada originalmente em 12 de setembro de 2026 e atualizada em 22 de setembro com os novos dados.