O TRXF11 assinou compromissos para adquirir dois ativos corporativos em São Paulo por aproximadamente R$ 340,25 milhões. A operação amplia a exposição a lajes entre os fundos imobiliários, mas ainda depende de aprovações e condições previstas nos documentos.
O negócio envolve dez escritórios no Thera Corporate, na região da Berrini, e o Edifício Morumbi, na Avenida Morumbi. Juntos, os ativos somam cerca de 20,4 mil metros quadrados de área bruta locável.
Quanto o TRXF11 pretende pagar
As áreas do Thera Corporate foram avaliadas em R$ 249,3 milhões. Está prevista parcela inicial de R$ 95,3 milhões no encerramento da 13ª emissão de cotas e saldo de aproximadamente R$ 154 milhões até 12 de junho de 2030.
No Edifício Morumbi, o total é de R$ 90,9 milhões. A estrutura reúne usufruto de R$ 30,3 milhões e nua propriedade de R$ 60,6 milhões, com parte no fechamento e parte até junho de 2030. As parcelas futuras serão corrigidas pelo IPCA positivo mais juros de 9,20% ao ano.
Quais são os imóveis
O Thera Corporate é classificado como AAA, foi inaugurado em 2014 e possui certificação LEED Gold. A operação abrange escritórios em cinco pavimentos, com locatários como Sony, Ceva, Ri Happy e Generali. O cap rate informado é de 8,41% ao ano.
O Edifício Morumbi é classe A e foi inaugurado em 2002. Entre os ocupantes citados estão Air Liquide, Avenida e Einstein. O cap rate indicado é de 10,11% ao ano.
Receita terá complemento por 24 meses
Os vendedores se comprometeram a complementar a receita por 24 meses após a posse se a receita bruta, descontados condomínio e IPTU de áreas vagas, ficar abaixo de R$ 1,747 milhão no Thera e R$ 766 mil no Morumbi. O mecanismo é temporário e não garante rendimento permanente.
Aquisição ainda não foi concluída
Os compromissos dependem da aprovação dos cotistas dos fundos vendedores em consultas previstas até 21 de setembro. No Thera, também é necessária a anuência de titulares de certificados de recebíveis imobiliários.
A operação ocorre após o TRXF11 abrir subscrição de uma oferta de até R$ 5 bilhões. O fundo também havia desistido de um portfólio de R$ 2,13 bilhões e perdido espaço em algumas carteiras de setembro.
Se concluída, a transação elevará de 118 para 120 o número de imóveis e de R$ 10,317 bilhões para R$ 10,657 bilhões o valor investido em propriedades. Consulte também a página de dados do TRXF11. A notícia não constitui recomendação de investimento.