A Vamos (VAMO3) registrou receita consolidada de R$ 1,59 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 4,3%. A prévia divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro, mostrou recorde na locação de caminhões e máquinas, queda das retomadas e forte volume de extensões contratuais, pontos relevantes para quem acompanha as ações da companhia.
Os números da prévia
| Indicador | 3T26 | Comparação anual |
|---|---|---|
| Receita consolidada | R$ 1,59 bilhão | +4,3% |
| Receita de locação | R$ 1,15 bilhão | +11,5% |
| Capex implantado | R$ 965 milhões | +9,2% |
| Extensões de contratos | R$ 970,1 milhões | Recorde |
| Retomadas e devoluções | R$ 111 milhões | -56% |
A locação respondeu pela maior parte da receita e cresceu acima do consolidado. Segundo a companhia, o avanço veio da ampliação da frota alugada, da implantação mais rápida de novos contratos e da redução dos ativos retomados.
A prévia é operacional e não auditada. Lucro, EBITDA, despesas financeiras e fluxo de caixa completo serão conhecidos na divulgação do balanço, prevista para 12 de novembro.
Extensões passaram o guidance anual
Os contratos prorrogados chegaram a R$ 970,1 milhões nos nove primeiros meses. O valor equivale a 129% do ponto médio e 108% do teto da faixa projetada para todo o ano de 2026.
Uma extensão evita o custo de retirar o ativo do cliente, preparar o caminhão ou máquina e buscar um novo locatário. Também amplia a previsibilidade da receita, embora preço, prazo e rentabilidade de cada renovação continuem importantes.
Retomadas caíram pela metade
Retomadas e devoluções antecipadas somaram R$ 111 milhões, queda de 56% em um ano e de 41% diante do trimestre anterior. Na base anualizada, o montante representou 2,4% da média do imobilizado bruto da frota.
Esse foi o menor nível desde o início do aumento das retomadas, no primeiro trimestre de 2023. A redução indica menor pressão de clientes que interrompem contratos antes do fim, mas ainda precisa ser confirmada nos próximos períodos.
Ocupação ficou em 89,3% no cálculo ajustado
O índice divulgado para setembro ficou próximo ao de junho porque a empresa recebeu novos ativos que ainda estavam sendo preparados para entrega. Excluindo essa frota em implantação, a ocupação teria alcançado 89,3%.
Isso representa alta de 0,3 ponto percentual diante do segundo trimestre e de 2,5 pontos em um ano. Uma ocupação maior espalha custos fixos por uma base maior de contratos e reduz equipamentos parados.
O que falta saber
A prévia não informa quanto do crescimento chegou ao lucro nem como ficaram as despesas financeiras. Como a atividade exige compra constante de caminhões e máquinas, dívida, custo de captação e preço de revenda dos usados têm grande peso.
No balanço de novembro, os pontos centrais serão margem da locação, geração de caixa, alavancagem e desempenho da venda de ativos. A prévia mostrou melhora operacional, mas a confirmação financeira ainda depende das demonstrações completas.