O Brasil emplacou 265,4 mil veículos em outubro, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Dados preliminares do Renavam indicam alta anual de 1,8% e queda de 5,7% em relação a setembro. O resultado mostra desaceleração no setor automotivo, mas mantém crescimento acumulado relevante para a economia brasileira.
Acumulado cresce 16,2%
Entre janeiro e outubro, os emplacamentos somaram 2,522 milhões de unidades, avanço de 16,2% sobre o mesmo período de 2025. Automóveis e comerciais leves responderam por 254 mil registros no mês.
O segmento leve cresceu 2,4% em um ano e caiu 5,5% ante setembro. No acumulado, foram 2,412 milhões de unidades, alta de 17,2%.
Varejo volta a ganhar espaço
Dos veículos leves vendidos em outubro, 50,4% vieram do varejo de concessionárias e 49,6% de vendas diretas. Foi uma divisão mais equilibrada do que a observada em muitos meses recentes.
Na comparação anual, as vendas de showroom cresceram 12,8%, enquanto o faturamento direto recuou 6,5%. A mudança sugere participação maior do consumidor pessoa física, embora locadoras, frotistas e empresas ainda representem parcela expressiva do mercado.
Setembro foi uma base forte
A queda mensal precisa ser lida considerando que setembro teve 281,4 mil licenciamentos, o melhor volume desde dezembro de 2014. Outubro contou com 22 dias úteis e média próxima de 12 mil unidades por dia.
Os números ainda são preliminares. Juros, crédito, renda e disponibilidade de modelos eletrificados serão decisivos para os próximos meses. O crescimento anual continua positivo, mas o ritmo indica que o setor entra em uma fase de acomodação após a forte expansão de 2026.