O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu bloquear cautelarmente até R$ 2.761.749.206,55 em bens e contas de cinco ex-dirigentes do BRB. A decisão foi tomada em sessão fechada na quarta-feira, 23 de setembro, e divulgada nesta quinta-feira. O objetivo declarado é preservar recursos para eventual ressarcimento relacionado a negócios entre o banco público e o Banco Master.
O bloqueio não é uma condenação. Também não significa que esse valor seja o prejuízo final comprovado do BRB. Segundo o tribunal, os ex-dirigentes terão 30 dias para apresentar defesa.
O que o tribunal quer apurar?
O TCDF investiga consequências das operações realizadas entre as instituições. Determinou ainda o envio, em até 24 horas, de informações de uma auditoria independente contratada pelo BRB para avaliar possíveis perdas. O órgão poderá examinar se outras pessoas devem ser incluídas nas medidas cautelares.
A decisão é uma frente diferente da apuração interna que levou ao afastamento de cinco funcionários do BRB. Tampouco resolve, por si só, todas as suspeitas envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador Daniel Vorcaro.
Para o banco, os próximos pontos de atenção são a defesa dos envolvidos, o resultado da auditoria e a publicação de informações contábeis pendentes. O tamanho de eventual perda só poderá ser estabelecido após a conclusão das análises pertinentes. Até lá, valores investigados e quantias bloqueadas não devem ser confundidos com dano definitivo aos cofres públicos.