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ChatGPT testa anúncios no Brasil: veja como funciona

OpenAI começa a testar anúncios no ChatGPT no Brasil para usuários dos planos Free e Go. Entenda quem verá publicidade e como funcionará.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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ChatGPT começa a testar anúncios no Brasil; veja quem vai receber

Publicidade será identificada como conteúdo patrocinado e ficará separada das respostas geradas pela inteligência artificial.

A OpenAI começou a testar a exibição de anúncios no ChatGPT no Brasil. A publicidade poderá aparecer para usuários adultos dos planos Free e Go, sempre identificada como conteúdo patrocinado e separada visualmente das respostas produzidas pela inteligência artificial.

O piloto brasileiro foi anunciado em 5 de agosto de 2026 e faz parte da expansão internacional do modelo de publicidade da companhia. Os primeiros testes começaram nos Estados Unidos e posteriormente chegaram a mercados como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul.

Quem poderá ver anúncios no ChatGPT?

Nesta etapa, os anúncios poderão ser exibidos para pessoas maiores de 18 anos que utilizam o ChatGPT nos planos Free ou Go.

Segundo a OpenAI, os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Education continuarão sem publicidade. A empresa também afirma que não mostrará anúncios em contas identificadas como pertencentes a menores de idade.

Os conteúdos patrocinados poderão aparecer abaixo das respostas do ChatGPT. Eles terão identificação própria e não deverão ser confundidos com as informações geradas pelo chatbot.

A companhia também estabeleceu restrições para impedir que anúncios sejam apresentados próximos de conversas sobre assuntos considerados sensíveis ou regulados, como saúde, saúde mental e política.

Os anúncios vão interferir nas respostas?

De acordo com a OpenAI, não.

A empresa afirma que os sistemas responsáveis pela seleção dos anúncios são separados do modelo que produz as respostas. Dessa forma, um anunciante não poderá pagar para alterar, favorecer ou influenciar o conteúdo respondido pelo ChatGPT.

A publicidade será selecionada considerando fatores como o assunto da conversa, o idioma e a localização geral do usuário. Dependendo das configurações de personalização, interações anteriores com anúncios e outros contextos disponíveis no ChatGPT também poderão ser utilizados.

O tema é especialmente relevante porque cada vez mais pessoas utilizam ferramentas de inteligência artificial para pesquisar produtos, comparar serviços e até buscar informações financeiras. O Analistas já mostrou que milhões de pessoas recorrem à IA para pedir orientações sobre dinheiro e investimentos.

Anunciantes terão acesso às conversas?

A OpenAI declara que anunciantes não receberão acesso às conversas, ao histórico de chats, às memórias, ao nome, ao endereço de e-mail ou a outras informações pessoais dos usuários.

As empresas terão acesso apenas a informações gerais e agregadas sobre o desempenho das campanhas, como número de visualizações, cliques e conversões.

O usuário também poderá ocultar anúncios, enviar avaliações sobre a publicidade apresentada e gerenciar as opções de personalização disponíveis em sua conta.

Por que o Brasil foi escolhido?

Segundo informações divulgadas pela Forbes, o Brasil está entre os três maiores mercados do ChatGPT em número de usuários ativos semanais.

A base expressiva de usuários e a rápida adoção de novas tecnologias fizeram o país entrar na nova etapa do projeto. O piloto contará inicialmente com a participação de agências e grupos publicitários como BETC, Havas, Monks, Omnicom, Publicis e WPP.

A presença brasileira também reforça a importância estratégica do país para a OpenAI. Em outro movimento recente, David Vélez, fundador do Nubank, passou a integrar o conselho da companhia.

Empresas poderão criar campanhas diretamente

Além da compra de mídia por meio de agências e parceiros, a OpenAI prepara a liberação de uma plataforma própria para anunciantes no Brasil.

O Gerenciador de Anúncios permitirá que empresas criem campanhas, definam orçamento e objetivos, enviem as peças publicitárias e acompanhem os resultados. A ferramenta também deverá possibilitar ajustes e otimizações durante a campanha.

A proposta é atingir usuários enquanto eles pesquisam alternativas, comparam produtos ou avaliam uma decisão. Diferentemente da publicidade tradicional baseada apenas em palavras-chave, o ChatGPT consegue identificar um contexto mais detalhado da conversa.

Por exemplo, uma pessoa pesquisando notebooks poderá receber um anúncio relacionado a computadores. Alguém procurando opções de viagem poderá visualizar publicidade de hotéis, passagens ou seguros, desde que o conteúdo esteja dentro das políticas da plataforma.

ChatGPT entra na disputa pela publicidade digital

A chegada dos anúncios transforma o ChatGPT em um novo canal de mídia digital e abre uma frente de competição com mecanismos de busca, redes sociais e plataformas de comércio eletrônico.

Na prática, a OpenAI passa a monetizar não apenas o volume de usuários, mas também os momentos em que essas pessoas estão comparando alternativas ou próximas de tomar uma decisão de compra.

O movimento ocorre enquanto o mercado de inteligência artificial cresce rapidamente. Uma estimativa divulgada anteriormente pelo Analistas aponta que a economia ligada à IA pode movimentar US$ 2,6 trilhões em 2026.

A expansão também aumenta a competição entre as principais companhias de tecnologia. Além de enfrentar Google e Meta no mercado publicitário, a OpenAI disputa espaço em dispositivos, sistemas operacionais e assistentes pessoais. Essa corrida já provocou, por exemplo, uma disputa entre Apple e OpenAI por profissionais especializados em inteligência artificial.

Por que a OpenAI está colocando anúncios?

A OpenAI afirma que a publicidade ajudará a financiar a infraestrutura necessária para manter opções gratuitas ou de menor custo do ChatGPT.

O funcionamento de modelos de inteligência artificial exige gastos elevados com centros de dados, chips, energia e desenvolvimento de software. Segundo a companhia, a receita publicitária poderá ampliar o acesso aos recursos do ChatGPT sem obrigar todos os usuários a contratar uma assinatura.

A implementação será gradual. A empresa afirma que poderá alterar formatos, sistemas de controle e critérios de exibição de acordo com os resultados do piloto e com a avaliação dos usuários.

O que muda para o usuário brasileiro?

Para quem utiliza os planos pagos sem publicidade, nada muda nesta fase.

Já os usuários elegíveis dos planos Free e Go poderão começar a visualizar conteúdos patrocinados abaixo de determinadas respostas. Os anúncios deverão ser claramente identificados e não farão parte do texto gerado pelo ChatGPT.

A principal mudança será visual, mas o lançamento representa uma transformação importante no modelo de negócios da inteligência artificial generativa. O ChatGPT deixa de depender apenas de assinaturas e contratos empresariais e passa a disputar diretamente parte do mercado global de publicidade digital.

Com informações da OpenAI e da Forbes Brasil.

Perguntas frequentes

O ChatGPT terá anúncios no Brasil?

Sim. A OpenAI iniciou um projeto-piloto para exibir anúncios a usuários brasileiros elegíveis dos planos Free e Go.

Quem assina o ChatGPT Plus verá anúncios?

Não. Segundo a OpenAI, os planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Education permanecerão sem publicidade.

Os anunciantes poderão ler minhas conversas?

A OpenAI afirma que não compartilhará conversas, histórico de chats, memórias ou dados pessoais com os anunciantes.

Os anúncios podem mudar as respostas do ChatGPT?

Não. A empresa afirma que anúncios e respostas são processados por sistemas separados e que a publicidade não influencia o conteúdo gerado pelo chatbot.

Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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