Nos dados referentes a junho divulgados pelo Banco Central, o saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 7,4 trilhões. O volume cresceu, mas o custo para as famílias continua elevado.
A taxa média do crédito livre destinado às pessoas físicas chegou a 64% ao ano. Nessa modalidade, os bancos definem as condições com recursos próprios, sem direcionamento obrigatório.
Inadimplência também preocupa
A inadimplência da carteira total ficou em 4,7%. Entre as famílias, chegou a 5,6%. No crédito livre para pessoas físicas, o índice alcançou 7,6%.
Por que o juro ao consumidor é tão alto?
- Taxa Selic ainda elevada.
- Risco de atraso e inadimplência.
- Custos operacionais, impostos e margem bancária.
- Tipo de garantia e perfil do cliente.
Cartão rotativo e cheque especial costumam estar entre as modalidades mais caras. Antes de contratar, é importante comparar o Custo Efetivo Total, que inclui juros, tarifas, seguros e impostos.
Como reduzir o custo de uma dívida?
O primeiro passo é trocar modalidades caras por alternativas com taxa menor, sempre comparando o Custo Efetivo Total. Portabilidade, crédito consignado ou empréstimo com garantia podem reduzir os juros, mas exigem cuidado com prazo e risco de perder o bem oferecido.
Alongar a dívida diminui a prestação, porém pode aumentar o valor total pago. Antes de renegociar, organize o orçamento, identifique quanto cabe por mês e evite usar novo crédito para manter gastos recorrentes acima da renda.
As taxas médias reúnem contratos com riscos e garantias diferentes. O percentual efetivamente oferecido a cada pessoa varia conforme modalidade, prazo e histórico financeiro. A comparação correta deve usar propostas equivalentes, o mesmo prazo e o Custo Efetivo Total informado por cada instituição antes da assinatura do contrato.