O dólar comercial acelerou nesta sexta-feira (28) e chegou à região de R$ 5,21 durante o pregão. O movimento ganhou força depois que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, indicou preocupação com a inflação americana.
Às 11h45, a moeda era negociada perto de R$ 5,207, com alta de aproximadamente 0,9% no dia. A cotação era intradiária e poderia mudar até o encerramento dos negócios.
Por que os juros dos EUA afetam o real?
Quando cresce a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos, investidores tendem a buscar títulos americanos. A maior demanda por dólares pode enfraquecer moedas de países emergentes, entre elas o real.
Quem sente a alta do dólar?
- Viajantes que compram moeda estrangeira ou usam cartão no exterior.
- Empresas que importam insumos, equipamentos e componentes.
- Consumidores de produtos eletrônicos e outros bens importados.
- Companhias exportadoras, que podem receber mais reais por vendas em dólar.
O efeito sobre os preços ao consumidor não é imediato. Ele depende da duração do movimento cambial, dos estoques das empresas e da capacidade de repassar custos.
Dólar comercial não é dólar turismo
A cotação divulgada no mercado financeiro é a do dólar comercial. Quem compra moeda para viajar paga o dólar turismo, que inclui custos operacionais, margem da instituição e IOF. Por isso, o valor efetivamente cobrado em espécie ou cartão costuma ser maior.
Para quem tem viagem marcada, dividir a compra da moeda em diferentes datas reduz o risco de concentrar toda a conversão em um pico. Empresas importadoras podem recorrer a instrumentos de proteção cambial, mas essas operações envolvem custos e exigem planejamento.
A oscilação intradiária também merece cautela: a máxima registrada durante o pregão não é necessariamente o valor de fechamento. Para comparar movimentos, use sempre o mesmo tipo de cotação e observe o encerramento oficial do mercado.