A CSN Mineração (CMIN3) reduziu em 6 milhões de toneladas sua projeção de produção e compra de minério de terceiros para 2026. A nova faixa é de 39 milhões a 41 milhões de toneladas.
A companhia atribuiu a revisão ao aumento dos custos de frete e a um ambiente de mercado pressionado. Também anunciou redução temporária da produção de minério de menor qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto, Minas Gerais.
Custo caixa projetado sobe
Com menor volume próprio e menos compras de terceiros, a empresa elevou a estimativa de custo caixa C1 para uma faixa entre US$ 25 e US$ 26 por tonelada. A projeção anterior variava de US$ 22 a US$ 23,50.
O custo C1 reúne gastos diretamente ligados à produção e preparação do minério. Ele não representa sozinho o custo total entregue ao cliente, que também depende de frete, despesas comerciais, qualidade e outros ajustes.
O Analistas mostrou recentemente que minério mais fraco e margens menores das siderúrgicas chinesas aumentaram a volatilidade de Vale e CMIN3.
Impacto vai além do volume
Produzir menos reduz a quantidade disponível para venda. Ao mesmo tempo, suspender temporariamente material de baixa qualidade pode proteger margens quando o transporte fica caro em relação ao valor do produto.
O efeito financeiro dependerá dos preços internacionais, do câmbio, do prêmio por qualidade e da duração do ajuste no complexo de Pires. Por isso, o corte de 6 milhões de toneladas não pode ser convertido diretamente em perda equivalente de receita.
Para CMIN3 e para a controladora CSN (CSNA3), os próximos pontos são o ritmo de embarques, a evolução do frete, o custo por tonelada e qualquer nova revisão do guidance.
Fontes consultadas: comunicado da CSN Mineração e informações públicas da companhia. Este conteúdo não constitui recomendação de investimento.