O Ibovespa encerrou esta quarta-feira, 9 de setembro, em queda de 0,93%, aos 185.629,05 pontos. O dólar comercial terminou perto de R$ 5,11, com alta aproximada de 0,39%, em uma sessão de aversão ao risco no exterior e tensão política no Brasil.
O índice devolveu parte da alta de 1,20% registrada na véspera, quando havia fechado aos 187.366,84 pontos. Durante o pregão desta quarta, tocou 184.810 pontos antes de reduzir parte das perdas.
Petróleo acima de US$ 100 mudou o mapa do pregão
O Brent avançou para a região de US$ 101,60 por barril após atingir US$ 101,71. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou o temor de interrupções na oferta e pressionou bolsas internacionais e juros de títulos públicos.
Na B3, Petrobras e outras produtoras de óleo ajudaram a limitar a queda. O movimento não compensou a pressão sobre bancos, varejistas, construtoras e empresas mais sensíveis aos juros.
A matéria sobre o petróleo acima de US$ 100 explica por que a alta pode favorecer receitas de exportadores e ampliar riscos para inflação, combustíveis e atividade.
Dólar e juros avançaram
O dólar voltou à faixa de R$ 5,11 depois de encerrar a terça-feira em R$ 5,0892. A demanda por proteção aumentou com a piora do ambiente externo e as incertezas políticas domésticas.
Os juros futuros também subiram. Petróleo caro pode prolongar pressões inflacionárias globais e reduzir o espaço para cortes de juros.
Bancos recuaram e Petrobras amorteceu a queda
Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander estiveram entre as pressões negativas ao longo do dia. Petrobras caminhou na direção oposta com o barril. Vale oscilou com minério de ferro e o cenário externo.
A sessão ocorreu no segundo dia da nova carteira do Ibovespa, que passou a contar com TEND3 e retirou RECV3 e SLCE3. A composição influencia fundos que acompanham o índice, mas não explica sozinha o desempenho de cada ação.
O que fica para quinta-feira
O mercado acompanhará petróleo, crise institucional em Brasília e inflação dos Estados Unidos. No câmbio, o Banco Central programou dois leilões simultâneos que movimentam até US$ 1 bilhão em cada ponta.
Na sessão anterior, o Ibovespa havia subido 1,20% e o dólar caído a R$ 5,09.
Cotações podem sofrer pequenos ajustes pelas plataformas de mercado. Esta reportagem é informativa e não representa indicação de compra ou venda de ativos.