O Ibovespa fechou esta terça-feira, 22 de setembro, em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, depois de começar o pregão em queda. O dólar comercial recuou 0,11% e terminou vendido a R$ 5,1029. A sessão foi marcada pela leitura da ata do Copom e pelo alívio no preço do petróleo.
O índice chegou a 184.976,81 pontos na mínima e a 187.671,74 pontos na máxima, segundo a B3. A virada ganhou força na parte final do pregão, com apoio de ações de grande peso na carteira.
Ata do Copom e petróleo no centro do pregão
Pela manhã, os investidores avaliaram a ata do Copom, que detalhou o corte da Selic para 13,75% ao ano. O Banco Central reconheceu sinais de desaceleração da atividade, do crédito e da inflação, mas manteve cautela com os próximos passos. A ata não promete outro corte de juros.
No exterior, a redução do prêmio de risco associado ao Oriente Médio coincidiu com nova queda do petróleo. O Brent para novembro terminou a US$ 99,25 por barril, baixa de 1,09%. A oscilação da commodity e dos juros futuros ajudou a mudar o humor do mercado durante a tarde, sem eliminar as incertezas geopolíticas.
Quais ações se destacaram?
Petrobras PN (PETR4) avançou 0,73% e Vale (VALE3) subiu 0,39%, apesar da fraqueza do petróleo e do minério de ferro, respectivamente. Entre as maiores altas do Ibovespa, Hypera (HYPE3) ganhou 3,61% e Suzano (SUZB3) teve valorização de 2,81%, conforme o fechamento divulgado pela B3.
O cenário político também permaneceu no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Assembleia Geral da ONU, enquanto o mercado acompanhava a repercussão de pesquisas eleitorais. Não é possível atribuir a alta do índice a um único fator.
Dólar e bolsas no exterior
O dólar oscilou perto da estabilidade e encerrou a R$ 5,1029, queda de 0,11% no mercado à vista. Em Nova York, o Nasdaq avançou 0,45%, o S&P 500 ficou praticamente estável, com alta de 0,01%, e o Dow Jones caiu 0,36%, segundo os dados reunidos pela B3.
Na sequência da semana, o mercado seguirá atento aos efeitos da decisão do Copom e ao IPCA-15 de setembro, previsto para sexta-feira, 25. As próximas divulgações estão na agenda econômica de 21 a 25 de setembro.