O GGRC11, um dos fundos imobiliários com maior base de cotistas da B3, informou que o aluguel de setembro relacionado ao imóvel ocupado pela Casas Bahia foi pago integralmente. O aluguel de agosto, anterior ao pedido de recuperação judicial do grupo, não foi quitado e passou a ser tratado no processo.
A exposição do GGRC11 é indireta. O fundo detém atualmente 50% do Triple A FII, veículo proprietário do imóvel locado à Casas Bahia. Os rendimentos recebidos do Triple A correspondem a cerca de 5,8% das receitas imobiliárias do GGRC11 e a menos de 5% de suas receitas totais.
Agosto não foi pago; setembro foi quitado
Segundo o relatório gerencial referente a agosto, o aluguel daquele mês não foi pago. O pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia foi apresentado em 16 de agosto, com passivo informado de aproximadamente R$ 17,3 bilhões.
Já a obrigação de setembro foi paga integralmente. O relatório afirma que os rendimentos do Triple A foram repassados normalmente ao GGRC11 e que o episódio não afetou a distribuição referente ao mês analisado. O veículo possuía aproximadamente R$ 48 milhões em caixa.
O contrato de locação é atípico e segue até dezembro de 2030. A multa estimada em caso de rompimento é de R$ 170 milhões. Cerca de metade da área do imóvel está sublocada ao Assaí, segundo as informações apresentadas pela gestão.
GGRC11 mantém rendimento de R$ 0,10 por cota
O fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota referente a agosto, o mesmo valor pago anteriormente. O resultado gerado no mês foi de R$ 34,91 milhões, enquanto o total distribuído chegou a R$ 34,57 milhões.
A receita total avançou de R$ 36,68 milhões em julho para R$ 39,81 milhões em agosto. A receita de locação passou de R$ 21,64 milhões para R$ 22,11 milhões, e as receitas de investimentos e participações cresceram de R$ 5,39 milhões para R$ 9,57 milhões.
A manutenção do pagamento não representa garantia de rendimentos futuros. Receitas, despesas, inadimplência, novas aquisições e a quantidade de cotas em circulação podem alterar os valores distribuídos nos meses seguintes. Consulte também o calendário recente de pagamentos dos FIIs.
Fundo recompra e cancela 453 mil cotas
O programa de recompra começou a ser executado em agosto. O GGRC11 recomprou e cancelou 453.226 cotas pelo preço médio de R$ 9,22, desembolsando aproximadamente R$ 4,2 milhões.
As cotas canceladas deixam de participar das distribuições futuras. O programa permite a recompra de até 10% das cotas, mas a autorização não obriga o fundo a utilizar integralmente esse limite.
No mesmo período, os recibos da 11ª emissão foram convertidos em cotas do GGRC11. Antes dos efeitos da recompra, o fundo passou a ter 346,15 milhões de cotas emitidas. A expansão elevou o patrimônio líquido de R$ 2,58 bilhões para R$ 3,78 bilhões.
Vacância cai para 0,14%
A vacância física recuou de 1,28% para 0,14%, deixando a ocupação em 99,86%. Renault, Ambev, Americanas e o Triple A aparecem entre as principais fontes de receita, mas a incorporação de ativos da emissão reduziu a concentração relativa dos maiores contratos.
O fundo encerrou agosto com 411.230 cotistas, após a entrada líquida de 18.818 investidores. Também registrou R$ 439,6 milhões em volume negociado no mês, acima dos R$ 307,3 milhões observados em julho.
A estrutura de passivos representava 8,81% do patrimônio líquido. O saldo de CRIs era de R$ 332,9 milhões, com custo médio ponderado de IPCA mais 7,6% ao ano. O contexto setorial foi detalhado na matéria sobre a redução da dívida dos FIIs em 2026.
Esta reportagem apresenta dados divulgados pela gestão e não constitui recomendação de compra ou venda de cotas do GGRC11.