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Fundos Imobiliários

PMLL11 compra 29% do Shopping Jardim Sul por R$ 204,2 milhões

PMLL11 concluiu a compra de 29% do Shopping Jardim Sul por R$ 204,2 milhões. Parte do preço será paga em dinheiro e parte com cotas.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Shopping center moderno e documento com gráfico representando a aquisição realizada pelo PMLL11
PMLL11 concluiu a compra de uma participação de 29% no Shopping Jardim Sul, em São Paulo. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O PMLL11, fundo do segmento de shopping centers, concluiu a compra de 29% do Shopping Jardim Sul, localizado no Morumbi, em São Paulo. O valor total da aquisição foi de aproximadamente R$ 204,2 milhões.

A participação foi adquirida por meio de duas operações anunciadas anteriormente. A fração incorporada à carteira corresponde a cerca de 8.335 metros quadrados de área bruta locável do empreendimento.

Como o PMLL11 pagará os R$ 204,2 milhões

Do preço total, aproximadamente R$ 95,4 milhões serão pagos em dinheiro. O fundo desembolsou R$ 19,08 milhões no fechamento e pagará duas parcelas próximas de R$ 38,17 milhões, uma em 12 meses e outra em 18 meses. As parcelas futuras serão corrigidas pelo IPCA.

Os R$ 108,8 milhões restantes foram liquidados por compensação de créditos. Na prática, os vendedores assumiram a obrigação de subscrever cotas da sétima emissão do PMLL11, e os créditos dessa subscrição foram utilizados na operação.

Essa estrutura reduz o desembolso imediato em dinheiro, mas aumenta o número de cotas do fundo. O impacto por cota depende da renda produzida pelo ativo, das despesas da aquisição e do resultado da carteira consolidada.

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Retorno de 11,7% é uma projeção da gestora

A gestão estima yield médio de 11,7% ao ano durante os dois primeiros anos e aproximadamente 9,9% ao ano após a estabilização. Esses percentuais são projeções baseadas nas premissas da transação e não constituem promessa de rendimento aos cotistas.

O yield da operação compara o resultado esperado do ativo com o capital empregado. Ele não equivale ao dividend yield da cota negociada em bolsa e pode mudar se receitas, despesas, ocupação ou condições econômicas forem diferentes das projetadas.

A diferença é relevante porque os FIIs de shopping elevaram a alavancagem média em 2026. Cada operação, entretanto, possui estrutura própria de pagamento e financiamento.

Shopping tem 171 lojas e ocupação de 98,3%

Inaugurado em 1990, o Shopping Jardim Sul possui cerca de 28,7 mil m² de área bruta locável e 171 lojas. O empreendimento é administrado pela Ancar, que também permanece como sócia do ativo.

Os dados apresentados pelo fundo indicam ocupação de 98,3%. Nos 12 meses encerrados em junho, as vendas foram de R$ 2.149 por m² ao mês e o resultado operacional líquido, ou NOI, alcançou R$ 156 por m² ao mês.

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A gestão compara esses números a médias de R$ 1.533 por m² em vendas, R$ 98 por m² em NOI e ocupação de 96,2% no portfólio do PMLL11. As comparações ajudam a explicar a tese da aquisição, mas não eliminam riscos operacionais ou de consumo.

Exposição a São Paulo sobe para 41%

Com a compra, o Shopping Jardim Sul passa a ser a terceira maior alocação imobiliária do PMLL11. A exposição do portfólio ao estado de São Paulo aumenta de 35% para 41% dos ativos imobiliários.

A maior presença no estado aproxima o fundo de mercados consumidores relevantes, mas também eleva a concentração geográfica. O PMLL11 já possui participações em empreendimentos como Plaza Sul, Pátio Higienópolis, Shopping Eldorado e Shopping Taboão.

Outros fundos de shopping também estão movimentando capital. O XPML11 aprovou emissão de até R$ 800 milhões, enquanto a comparação entre VISC11 e HSML11 mostra diferenças de operação e portfólio dentro do segmento.

Esta matéria diferencia valores contratados de estimativas futuras e não constitui recomendação de investimento em PMLL11.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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