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Governo estuda cobrar contribuição de empresas com muitos trabalhadores PJ

Fazenda estuda contribuição previdenciária para empresas com alta parcela de trabalhadores PJ. Medida mira pejotização abusiva e ainda não está em vigor.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Governo estuda contribuição para empresas que contratam muitos PJs

Dario Durigan afirmou nesta terça-feira que o governo avalia uma contribuição previdenciária para empresas com alta concentração de trabalhadores contratados como pessoa jurídica. Medida ainda está em estudo.

O governo federal estuda criar uma contribuição previdenciária para empresas que concentram grande parte de sua força de trabalho em contratos de pessoa jurídica, os chamados PJs.

A declaração foi feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, durante evento em São Paulo.

Segundo Durigan, o objetivo seria combater situações em que a contratação por PJ é usada para substituir vínculos que, na prática, possuem características de emprego formal.

A medida ainda está em estudo e não existe, neste momento, uma nova cobrança em vigor.

Governo mira o que chama de pejotização abusiva

Durigan diferenciou duas situações.

A primeira é a de uma pessoa que realmente abre uma empresa, presta serviços e atua como empreendedora.

A segunda ocorre quando uma companhia substitui empregados por PJs principalmente para reduzir encargos e contribuições previdenciárias.

Foi esse segundo caso que o ministro classificou como uma distorção que precisa ser enfrentada.

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Durigan chegou a citar como exemplo empresas que poderiam ter uma parcela muito elevada, como 80% da força de trabalho contratada como PJ, defendendo que uma situação desse tipo poderia justificar uma contribuição previdenciária adicional. A ideia havia sido detalhada pelo ministro em entrevista divulgada nesta semana.

Por que a Previdência entra na discussão

O ponto central é a arrecadação previdenciária.

Empregados contratados pela CLT geram contribuições previdenciárias tanto do trabalhador quanto da empresa.

Nos contratos entre empresas e prestadores PJ, a estrutura tributária é diferente.

Para a Fazenda, uma migração ampla de vínculos formais para contratos empresariais pode reduzir a base de arrecadação da Previdência e aumentar o desafio de financiamento dos benefícios futuros.

A discussão ocorre em meio a um debate mais amplo sobre gastos obrigatórios e equilíbrio fiscal. Nesta terça-feira, Durigan também defendeu limitar o crescimento dessas despesas e revisar benefícios tributários.

Empresas com PJ serão taxadas agora?

Não.

Não existe uma nova contribuição aprovada ou regulamentada neste momento.

O que existe é uma proposta em avaliação pela equipe econômica.

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Qualquer mudança dessa natureza ainda dependeria da definição do modelo jurídico e, conforme seu formato, poderia exigir aprovação do Congresso.

Por isso, não é correto afirmar que empresas que contratam PJs já terão de pagar uma nova taxa.

Contratar PJ continuará permitido?

Pelas declarações do ministro, a discussão não é sobre simplesmente acabar com a contratação de pessoas jurídicas.

Durigan afirmou que considera legítima a atuação de quem realmente exerce atividade empresarial.

O foco declarado é o uso da estrutura PJ para substituir vínculos de emprego apenas com objetivo de evitar encargos previdenciários.

Esse ponto é especialmente relevante para pequenos negócios e profissionais que trabalham de forma independente.

O que falta saber

Ainda não foram divulgados pontos fundamentais, como:

  • qual percentual de trabalhadores PJ poderia acionar a regra;
  • qual seria a alíquota;
  • quais empresas seriam alcançadas;
  • quais contratos seriam considerados legítimos;
  • quando uma eventual proposta poderia entrar em vigor.

Até que exista um projeto formal, portanto, trata-se de uma ideia em estudo, e não de uma nova obrigação tributária para empresas.

A discussão, porém, pode ganhar importância porque envolve simultaneamente custo de contratação, mercado de trabalho e déficit da Previdência.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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