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Economia

Governo tem superávit de R$ 10,8 bilhões em julho, mas ano segue no vermelho

Governo Central teve superávit de R$ 10,8 bilhões em julho, mas acumula déficit de R$ 81,3 bilhões em 2026.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em · Atualizado às 17:02 de hoje
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Colagem editorial com Congresso Nacional, balança e gráficos fiscais positivos e negativos
Imagem criada com inteligência artificial para o Analistas.com.br

O Governo Central registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, revertendo o déficit de R$ 59,1 bilhões observado no mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional.

O resultado primário mede receitas menos despesas antes dos juros da dívida. Em julho, Tesouro e Banco Central tiveram saldo positivo de R$ 33 bilhões, enquanto a Previdência apresentou déficit de R$ 22,2 bilhões.

Por que o resultado melhorou?

A receita líquida cresceu 7,7% acima da inflação na comparação anual. As despesas totais recuaram 20,7%, influenciadas também pela mudança no calendário de pagamentos de precatórios.

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O ano ainda está no vermelho

De janeiro a julho, o Governo Central acumulou déficit de R$ 81,3 bilhões. Em 12 meses, o resultado negativo chegou a R$ 71,6 bilhões, equivalente a 0,55% do Produto Interno Bruto.

Por isso, o superávit de um único mês não elimina o desafio fiscal. Investidores acompanham a capacidade do governo de cumprir a meta, controlar despesas e estabilizar a dívida.

Resultado primário não inclui os juros da dívida

O superávit divulgado é primário. Ele não considera a despesa financeira gerada pelos juros da dívida pública. Para avaliar a trajetória completa das contas, também é necessário acompanhar o resultado nominal e a relação entre dívida e PIB.

Juros elevados aumentam o custo de financiamento do governo e podem reduzir o espaço para outras despesas. Uma trajetória fiscal mais previsível tende a influenciar as taxas futuras, o câmbio e a percepção de risco dos investidores.

Um único mês positivo não elimina o déficit acumulado. Receitas e despesas têm comportamento sazonal, com pagamentos e arrecadações concentrados em períodos diferentes. Por isso, a leitura mais segura compara o resultado do mês, o acumulado do ano e a meta fiscal.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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