O Ibovespa operava em queda nesta sexta-feira (4), depois de o payroll dos Estados Unidos superar as projeções. O dólar avançava, enquanto os juros futuros apresentavam movimentos mistos.
Por volta do fim da manhã, o principal índice da B3 havia perdido os 184 mil pontos, após encerrar a véspera aos 185.188 pontos. A cotação continuará oscilando ao longo do pregão.
Payroll surpreende o mercado
Os Estados Unidos criaram 162 mil vagas fora do setor agrícola em agosto, ante projeção próxima de 56 mil. O desemprego permaneceu em 4,1%, e junho e julho foram revisados para cima em 55 mil postos no total.
O resultado reforçou a percepção de resistência do mercado de trabalho americano. Isso pode reduzir a urgência de cortes de juros e manter aberta a discussão sobre a próxima decisão do Federal Reserve.
Vale, Petrobras e bancos pressionam o Ibovespa
As ações da Vale e da Petrobras operavam entre as pressões sobre o índice. Grandes bancos também recuavam, ampliando o efeito negativo por causa do peso dessas companhias no Ibovespa.
O movimento não pode ser atribuído a um único fator. Commodities, fluxo estrangeiro, juros locais e o noticiário político brasileiro também influenciam as cotações.
Por que o dólar sobe com emprego forte nos EUA
Dados de emprego acima do esperado podem sustentar os rendimentos dos títulos americanos. Quando esses papéis se tornam mais atraentes, moedas emergentes tendem a enfrentar maior volatilidade.
No início da reação, o dólar comercial voltou à região de R$ 5,13. O valor é intradiário e não deve ser confundido com a cotação de fechamento.
O que acompanhar até o fechamento
A trajetória dos juros americanos e a abertura de Wall Street podem definir se a queda será ampliada ou parcialmente devolvida. No Brasil, a balança comercial de agosto também entra no radar à tarde.
Esta matéria retrata o mercado durante o pregão e poderá ser atualizada. O conteúdo é jornalístico e não constitui recomendação.