A inflação dos EUA subiu 0,4% em agosto e acumulou alta de 3,4% em 12 meses, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, 11 de setembro. O resultado mantém o dólar e os juros americanos no centro das atenções dos mercados.
A energia ganhou peso no índice, em meio ao encarecimento dos combustíveis associado às tensões no Oriente Médio. A leitura mostra que a pressão sobre o custo de vida voltou a acelerar na comparação mensal.
Por que o CPI dos EUA importa
O CPI é uma das principais medidas de preços ao consumidor nos Estados Unidos. O Federal Reserve acompanha esse e outros indicadores para avaliar se a inflação está convergindo de forma sustentável para sua meta.
A leitura chega antes da reunião do banco central americano que termina em 16 de setembro. O número não define sozinho a decisão, porque o Fed também observa mercado de trabalho, atividade, expectativas e diferentes medidas de inflação.
Efeito sobre dólar e mercados globais
Inflação mais persistente pode manter os rendimentos dos títulos do Tesouro americano em níveis elevados por mais tempo. Esse movimento costuma afetar o custo de capital global e a procura por ativos considerados mais arriscados.
No Brasil, as repercussões aparecem principalmente no câmbio, nos juros futuros e na Bolsa. A conexão ajuda a entender por que as taxas do Tesouro Direto respondem aos juros dos EUA e por que moedas e ativos digitais também reagem ao cenário externo.
O que acompanhar agora
Mercados acompanham a comunicação do Fed e os próximos dados de atividade e emprego para avaliar a trajetória dos juros. Também seguem no radar o petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e transporte.
A divulgação estava entre os indicadores centrais da agenda econômica desta semana. Em momentos de maior aversão a risco, os juros americanos podem alcançar diferentes mercados, inclusive o de bitcoin. Isso descreve uma relação de mercado e não constitui indicação de investimento.