O IPC-Fipe subiu 0,52% na terceira quadrissemana de outubro, abaixo dos 0,56% registrados na leitura anterior. O índice acompanha a inflação na cidade de São Paulo e ajuda a entender como preços de alimentos, moradia e transportes chegam ao orçamento das famílias.
Três grupos perderam força
Habitação desacelerou de 0,35% para 0,14%. Transportes passaram de 0,22% para 0,13%, enquanto saúde recuou levemente de 0,11% para 0,10%.
Esses movimentos foram suficientes para reduzir o índice geral, apesar da pressão maior dos alimentos.
| Grupo | 2ª leitura | 3ª leitura |
|---|---|---|
| Habitação | 0,35% | 0,14% |
| Transportes | 0,22% | 0,13% |
| Saúde | 0,11% | 0,10% |
| Alimentação | 1,29% | 1,38% |
| Despesas pessoais | 0,31% | 0,35% |
| Vestuário | 0,02% | 0,04% |
| Educação | 0,01% | 0,02% |
Alimentação acelerou
O grupo alimentação subiu 1,38%, acima dos 1,29% da medição anterior. Como comida ocupa uma parcela relevante do orçamento, especialmente entre famílias de renda menor, essa aceleração pode ser mais sentida do que a desaceleração do índice cheio sugere.
Despesas pessoais, vestuário e educação também aceleraram, mas continuaram com variações menores.
O que é uma quadrissemana
O IPC-Fipe usa períodos móveis de quatro semanas. A cada nova divulgação, entra uma semana mais recente e sai a mais antiga. Por isso, a comparação ajuda a identificar mudanças de direção antes do fechamento do mês.
O índice mede preços para famílias com renda de um a dez salários mínimos no município de São Paulo. Ele não é igual ao IPCA, que tem cobertura nacional e é usado como referência oficial para a meta de inflação.
Impacto para o consumidor
A desaceleração de 0,56% para 0,52% é positiva, mas não representa queda de preços. Significa que os preços continuaram subindo, apenas em ritmo um pouco menor.
Para o bolso, a composição importa. A alta de alimentos pode consumir a economia obtida em outros grupos, dependendo do padrão de gastos de cada família.
O que observar
A última leitura de outubro mostrará se a desaceleração se manteve. Alimentos, combustíveis, aluguel e tarifas de serviços serão os principais pontos de atenção.
Uma única quadrissemana não define tendência. A leitura mais segura virá da sequência dos dados e da comparação com outros índices de preços.