A Lojas Renner aprovou o pagamento de R$ 227,5 milhões em juros sobre capital próprio, o JCP, referentes ao terceiro trimestre de 2026. O valor bruto corresponde a R$ 0,240666 por ação da Lojas Renner, considerando 945.452.448 ações ordinárias em circulação, já excluídas as mantidas em tesouraria.
Terão direito ao provento os acionistas posicionados ao fim do pregão de 22 de setembro de 2026. A partir de 23 de setembro, os papéis LREN3 serão negociados ex-JCP, isto é, novas compras feitas a partir dessa data não dão direito a este pagamento.
Quando a Lojas Renner pagará o JCP?
O crédito está previsto para começar em 14 de outubro de 2026. A companhia informou que o valor não terá atualização monetária até a data do pagamento e será computado no dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2026.
Sobre o valor bruto incide Imposto de Renda retido na fonte, conforme a legislação aplicável. A regra geral é de retenção de 15%, mas a situação pode variar para investidores e entidades com tratamento tributário específico. Pessoas jurídicas imunes ou isentas precisam comprovar essa condição ao agente escriturador, o Banco Itaú, até 1º de outubro.
Datas que o acionista precisa acompanhar
A data de corte é 22 de setembro. A ação passa a ser negociada sem direito ao provento em 23 de setembro, e o pagamento começa em 14 de outubro. Essas três datas têm funções diferentes e evitam confusão entre a aprovação do JCP, a definição de quem recebe e o depósito do dinheiro.
O anúncio se soma a outros eventos corporativos recentes da varejista. Em agosto, a BlackRock passou a deter mais de 10% da Lojas Renner, movimento de participação acionária que não alterou o controle da companhia.
O que são juros sobre capital próprio?
O JCP é uma forma de remuneração aos acionistas prevista na legislação brasileira. Para quem recebe, o valor normalmente sofre retenção de Imposto de Renda na fonte, diferentemente dos dividendos distribuídos segundo as regras tributárias vigentes.
A aprovação de um provento não representa recomendação de compra ou venda da ação. O investidor deve observar a data de corte, a tributação e sua própria estratégia, sem interpretar o pagamento isoladamente como indicador de retorno futuro.