O LVBI11 encerrou julho com vacância física de 0,4% e financeira de 0,3%, mantendo praticamente todo o portfólio de galpões ocupado. No mesmo relatório, a gestão elevou para R$ 0,80 por cota a projeção de rendimentos do segundo semestre de 2026.
O novo guidance acompanha o aumento de 6,4% nos rendimentos do HGLG11 e busca preservar a equidade entre cotistas durante a consolidação dos fundos logísticos administrados pelo Pátria. Projeção, porém, não é garantia de pagamento: o valor efetivo dependerá dos resultados e das decisões futuras do fundo.
Resultado de julho do LVBI11
O fundo apurou R$ 12,402 milhões de resultado distribuível no mês, abaixo do registrado em junho. As receitas somaram R$ 15,054 milhões e as despesas chegaram a R$ 2,651 milhões. Em termos unitários, foram R$ 0,93 de receita e R$ 0,77 de resultado por cota.
Uma despesa pontual de comercialização das locações da Ollie Cosméticos e da WGL reduziu o resultado em R$ 0,02 por cota. Aos cotistas, o LVBI11 pagou R$ 0,75 por cota em 7 de agosto, referente à posição de julho. A diferença entre resultado e distribuição ajuda a entender por que o valor mensal não deve ser analisado apenas pela receita bruta.
A agenda de rendimentos é ampla e muda a cada mês. O levantamento de fundos imobiliários que pagam dividendos nesta semana reúne datas de outros veículos, mas cada fundo possui resultado, reservas e política de distribuição próprios.
Carteira tem dez ativos em quatro estados
O portfólio do LVBI11 soma 517.860 metros quadrados de área bruta locável, distribuídos em dez ativos e quatro estados. São 38 locatários, com prazo médio ponderado dos contratos de 3,7 anos. Cerca de 95% dos imóveis são classificados como classe A e 5% como classe B.
O fundo mantém aproximadamente 97% dos ativos em imóveis, já considerando o ativo SBC detido por meio de outro FII. Os 3% restantes estão divididos entre cotas de fundos e caixa. A locação de 1.761 metros quadrados no empreendimento de Itapevi para a Medilar começou em agosto e contribui para a ocupação elevada.
A expansão e atualização dos centros de distribuição continuam movimentando o segmento. Em operação distinta, o CPLG11 anunciou investimento de R$ 449 milhões em um novo galpão do Mercado Livre, exemplo da escala de capital envolvida em imóveis logísticos.
Receitas, locatários e contratos
O comércio eletrônico representa 26% da receita do LVBI11. Em seguida aparecem logística, com 16%; setor automobilístico, com 14%; e varejo, bebidas e alimentos, com 10% cada. Entre os maiores locatários estão Scania, DHL, Ambev, Amazon e Magazine Luiza.
Os contratos são 69% típicos e 31% atípicos. O IPCA corrige 80% da receita, enquanto 20% está vinculada ao IGP-M. Em julho, reajustes foram aplicados sobre 131.764 metros quadrados de área, levando o aluguel médio informado para R$ 29 por metro quadrado.
Patrimônio e endividamento
O patrimônio líquido fechou julho em R$ 1,941 bilhão, diante de valor de mercado de R$ 1,6599 bilhão. A relação entre preço e valor patrimonial ficou em 0,86 vez. O volume médio diário de negociação foi de R$ 2,9 milhões, e a base permaneceu próxima de 124,4 mil cotistas.
O único passivo destacado está ligado ao ativo Aratu: saldo devedor de R$ 10 milhões, equivalente a 0,5% do patrimônio, com vencimento em maio de 2032 e custo de IPCA mais 1,4% ao ano. Como a dívida está na sociedade de propósito específico, juros e amortizações são atendidos por aportes mensais no veículo.
A ocupação próxima de 100%, a revisão do guidance e a consolidação com outros fundos são fatos diferentes. A vacância descreve a operação atual dos imóveis; a projeção estima distribuições; e a consolidação pode mudar a estrutura futura. A leitura conjunta exige acompanhar os relatórios seguintes, sem transformar um único mês em promessa de desempenho.