Cerca de 130 mil eleitores de 22 estados tiveram o local de votação alterado para o segundo turno das eleições, marcado para domingo, 25 de outubro. As mudanças atingem mais de 400 endereços e ocorreram por causa de chuvas, falta de energia, riscos estruturais e melhorias de acessibilidade. O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE uma campanha ampla de aviso. Quem acompanha as Eleições 2026 deve consultar novamente o endereço, mesmo que tenha votado normalmente no primeiro turno; a medida também entrou na pauta de política desta segunda-feira.
O pedido do Ministério Público prevê notificações pelo aplicativo e-Título, divulgação nos sites da Justiça Eleitoral, mensagens em rádio e televisão e cartazes nos endereços antigos. O objetivo é reduzir o risco de eleitores chegarem ao lugar errado e perderem o prazo de votação.
Como conferir o local antes de sair
O eleitor pode consultar a seção no e-Título ou no serviço de autoatendimento da Justiça Eleitoral. A busca deve ser feita novamente perto do domingo, porque novas alterações ainda podem ser determinadas pelos tribunais regionais.
| Canal de consulta | O que verificar |
|---|---|
| Aplicativo e-Título | Zona, seção e endereço atualizado |
| Autoatendimento eleitoral | Local e dados do cadastro |
| Site do TRE do estado | Comunicados sobre mudanças emergenciais |
| Endereço usado no primeiro turno | Possíveis cartazes de redirecionamento |
Não basta lembrar o nome da escola. Unidades com nomes parecidos ou prédios próximos podem gerar confusão. É recomendável conferir rua, número, bairro, zona e seção, além de planejar o deslocamento.
O aplicativo deve ser baixado apenas das lojas oficiais. Links recebidos por mensagem podem levar a páginas falsas que tentam capturar dados pessoais. A Justiça Eleitoral não exige pagamento para informar o local de votação.
Por que os endereços foram alterados
Os tribunais regionais relataram quatro grupos de razões: impacto das chuvas, problemas no fornecimento de energia, risco estrutural em prédios e necessidade de melhorar o acesso para pessoas com deficiência.
Uma escola atingida por alagamento ou sem eletricidade pode não oferecer condições para instalar urnas e receber eleitores. Prédios com danos estruturais também precisam ser retirados da operação para evitar acidentes.
As mudanças por acessibilidade buscam direcionar seções para locais com entrada, circulação e instalações mais adequadas. Pessoas com mobilidade reduzida devem verificar não só o endereço, mas a forma de acesso e as opções de transporte.
Pedido tenta evitar falta de informação
O segundo turno ocorre poucos dias depois das alterações, o que reduz o tempo de comunicação. Por isso, o Ministério Público Eleitoral defendeu avisos proporcionais ao número de pessoas afetadas e à proximidade do pleito.
O MPE afirmou que o intervalo até 25 de outubro é curto e que os possíveis efeitos das mudanças precisam ser reduzidos com divulgação ampla.
A colocação de cartazes nos locais antigos é importante para quem não viu os comunicados digitais. Ainda assim, depender do aviso na porta pode causar atraso. O eleitor pode precisar atravessar a cidade até o novo endereço e chegar depois do encerramento.
O que fazer se você chegar ao local antigo
O primeiro passo é procurar a orientação afixada no prédio e consultar o e-Título ou o site oficial. Servidores da Justiça Eleitoral e mesários podem informar para onde a seção foi transferida, quando houver equipe no local.
Se o endereço novo estiver distante, o eleitor deve considerar o tempo restante até o fim da votação. A apresentação fora da seção correta não permite votar em outra urna apenas por causa do engano.
Guarde uma captura de tela do endereço atualizado, especialmente em regiões com sinal de internet instável. O documento não substitui a identificação exigida, mas ajuda no deslocamento.
Documento e celular no dia da votação
Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto. O título em papel não é obrigatório se o eleitor souber sua seção e estiver com identificação válida. O e-Título pode facilitar a consulta, mas precisa estar regular e atualizado.
O celular não pode ser levado para a cabine de votação. Ele deve permanecer no local indicado pelos mesários. Por isso, anotar zona e seção em papel pode evitar dificuldades depois que o aparelho for guardado.
Também é aconselhável verificar antecipadamente transporte público, bloqueios de trânsito e previsão do tempo. As chuvas que motivaram parte das transferências podem continuar afetando trajetos.
Mudança não altera o cadastro do eleitor
A transferência emergencial do local não significa mudança permanente de domicílio eleitoral. Ela serve para permitir o funcionamento da seção no segundo turno diante de uma situação específica. O eleitor continua vinculado à mesma zona e deve seguir as orientações do TRE.
Depois da eleição, a Justiça Eleitoral poderá informar se a seção retornará ao endereço anterior em votações futuras. Não é necessário solicitar transferência cadastral apenas porque o prédio mudou neste domingo.
Novas alterações ainda são possíveis
Os tribunais podem substituir outros endereços se surgirem problemas de segurança, energia ou acesso. O total de 130 mil eleitores e mais de 400 locais representa o quadro informado até esta segunda-feira e pode ser atualizado.
A medida mais segura é fazer duas consultas: uma durante a semana e outra na véspera ou na manhã da eleição. Quem possui familiares idosos ou sem acesso a aplicativos pode ajudá-los a verificar o endereço pelos canais oficiais.
O pedido do MPE ainda precisa ser analisado pelo TSE, mas as mudanças já comunicadas pelos tribunais regionais devem ser observadas. Conferir o local antes de sair é a forma mais simples de evitar deslocamento errado e garantir tempo para votar.