O petróleo Brent fechou a terça-feira (22) abaixo de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 8 de setembro, segundo a Reuters. Nesta quarta-feira (23), voltou a oscilar perto dessa marca. As cotações intradiárias variam rapidamente; por isso, o marco de fechamento da véspera é mais sólido do que uma cotação isolada da abertura.
O recuo recente refletiu melhora nas perspectivas de oferta após a Arábia Saudita começar a restaurar o fluxo de um oleoduto para o Mar Vermelho e expectativas de negociação em torno da guerra entre Estados Unidos e Irã. Esses fatores ainda são incertos. Mudanças no conflito ou na infraestrutura de transporte podem inverter o movimento de preço.
O que muda para Petrobras e combustíveis?
O petróleo internacional influencia receitas de produtores e custos de derivados, mas o efeito sobre PETR3 e PETR4 não é mecânico. Produção, refino, câmbio, política comercial e expectativas do mercado também importam. Tampouco uma queda do Brent em um dia garante redução imediata da gasolina ou do diesel nos postos.
O Brasil mantém medidas temporárias para o diesel, que são tema fiscal e regulatório distinto do preço internacional do barril. Já a volatilidade da commodity entra nas projeções de inflação, junto com o câmbio e outros custos.
Qual é o próximo dado a observar?
Além de notícias verificadas sobre oferta e diplomacia, operadores acompanham os números semanais de estoques de petróleo dos Estados Unidos. A direção do mercado só poderá ser descrita após o fechamento de hoje; esta matéria retrata informações apuradas em 23 de setembro, não uma cotação em tempo real.