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Quanto R$ 150 milhões da Mega-Sena rendem por mês? Veja a conta

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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 Volante da Mega-Sena ao lado de cofrinho, calculadora e cédulas de real em composição sobre prêmio e finanças.
Colagem reúne volante da Mega-Sena, cofrinho, calculadora e cédulas de real para representar prêmio, rendimento e planejamento financeiro. Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br

Sonhar não custa nada. Se você levasse o prêmio estimado de R$ 150 milhões e deixasse o dinheiro parado, quanto ele renderia todo mês só de juros? Fizemos as contas na poupança e no Tesouro Selic, e a diferença impressiona.

Ganhar na Mega-Sena é o sonho de consumo de milhões de brasileiros. Mas, passada a euforia, vem a pergunta mais importante: o que fazer com todo esse dinheiro? Uma das primeiras dúvidas de quem imagina o bolão premiado é quanto o valor renderia por mês apenas deixando-o aplicado.

Pegamos o prêmio estimado de R$ 150 milhões e calculamos o rendimento mensal em duas das opções mais conhecidas dos brasileiros: a velha poupança e o Tesouro Selic. As contas usam a taxa Selic atual, de 14% ao ano, após o corte feito pelo Banco Central no início de agosto.

Na poupança: R$ 750 mil por mês

A caderneta de poupança é a aplicação mais popular do país, conhecida pela simplicidade e por ser isenta de Imposto de Renda. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a regra da poupança é render 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR), que hoje é pequena.

Aplicando os R$ 150 milhões, o rendimento seria de aproximadamente R$ 750 mil por mês, o equivalente a cerca de R$ 9 milhões por ano, livres de imposto. É muito dinheiro, mas, como você vai ver, é possível fazer o valor render bem mais sem correr praticamente nenhum risco a mais.

No Tesouro Selic: quase o dobro

O Tesouro Selic é um título público, considerado o investimento mais seguro do país, já que é garantido pelo governo. Ele rende praticamente 100% da taxa Selic, ou seja, cerca de 14% ao ano no momento.

Com isso, os R$ 150 milhões renderiam cerca de R$ 1,65 milhão por mês em termos brutos, o que dá R$ 21 milhões por ano. Desse valor, é preciso descontar o Imposto de Renda e uma pequena taxa de custódia da Bolsa (0,20% ao ano). Mesmo assim, o rendimento líquido fica em torno de R$ 1,37 milhão por mês para quem mantém o dinheiro aplicado por mais de dois anos (quando a alíquota de IR cai para 15%, a menor possível).

Veja a última noticia do Tesouro Selic

Na comparação direta, o Tesouro Selic renderia quase o dobro da poupança: cerca de R$ 1,37 milhão contra R$ 750 mil por mês.

Por que essa diferença tão grande?

A explicação está na regra de cada aplicação. A poupança tem um rendimento "travado" em 0,5% ao mês quando a Selic está alta. Não importa se os juros do país estão em 14% ou em 10%: a poupança rende sempre aquele porcentual fixo.

Já o Tesouro Selic acompanha de perto a taxa de juros da economia. Como a Selic está elevada, ele rende bem mais. Ou seja, em tempos de juros altos, deixar dinheiro na poupança significa, na prática, abrir mão de uma boa parte dos ganhos, mesmo com a isenção de imposto que ela oferece.

E os impostos e as taxas?

Vale entender os custos. A poupança é isenta de Imposto de Renda, um ponto a seu favor. O Tesouro Selic paga IR, mas de forma regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota, começando em 22,5% (até seis meses) e caindo até 15% (após dois anos). Há também a taxa de custódia de 0,20% ao ano cobrada pela B3.

Mesmo depois de todos esses descontos, como mostram as contas, o Tesouro Selic ainda entrega um rendimento líquido bem superior ao da poupança. Por isso, ele costuma ser o queridinho de quem busca segurança sem abrir mão de rentabilidade.

O que fica no radar

Um alerta importante: com o Banco Central iniciando um ciclo de cortes de juros, esses valores tendem a diminuir com o tempo. À medida que a Selic cai, o Tesouro Selic passa a render menos, enquanto a poupança mantém seus 0,5% ao mês. Ainda assim, enquanto os juros seguirem altos, a vantagem do Tesouro permanece expressiva.

Por fim, é bom lembrar que este texto é uma simulação com fins ilustrativos e educativos, e não uma recomendação de investimento. Quem de fato leva um prêmio milionário faria bem em procurar um profissional para montar uma estratégia com diferentes aplicações. Mas, para alimentar o sonho, já dá para ter uma boa ideia: com R$ 150 milhões, dá para viver muito bem só com os rendimentos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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