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Mercado Financeiro

Fechamento da semana: Ibovespa cai 1,06%, dólar vai a R$ 5,14 e Bitcoin volta a US$ 81 mil

Ibovespa caiu 1,06% na semana, enquanto Copom e Fed moveram juros em direções opostas. Veja dólar, ações, FIIs, Bitcoin e exterior.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Colagem do fechamento semanal com Bolsa, São Paulo, juros globais, petróleo e Bitcoin
Semana terminou com queda do Ibovespa, decisões opostas de juros no Brasil e nos Estados Unidos e recuperação do Bitcoin. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (18) em queda de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, e acumulou perda de 1,06% na semana. O dólar terminou perto de R$ 5,14, enquanto o Bitcoin avançou mais de 6% no dia e voltou à região de US$ 81 mil. Foi uma semana marcada por decisões opostas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, oscilação do petróleo e aumento da cautela antes das eleições brasileiras.

A Bolsa interrompeu quatro semanas positivas. Mesmo com a correção, o índice ainda acumulava alta de 4,40% em setembro e de 14,96% em 2026. Na sexta, Vale pressionou o índice, enquanto Banco do Brasil destoou entre os grandes bancos e avançou 1,84%.

O fechamento do mercado em números

Ativo ou indicadorFechamentoVariação
Ibovespa185.229,17 pontos-0,41% no dia; -1,06% na semana
Dólar comercialcerca de R$ 5,14alta no dia; +0,43% na semana
IFIX3.750,27 pontos+0,07% no dia; +0,04% na semana
Bitcoincerca de US$ 81,1 milmais de +6% na sexta
S&P 5007.650,50 pontos+0,2% no dia; -0,1% na semana
Brentcerca de US$ 104queda semanal próxima de 1,3%

Bitcoin e petróleo continuam negociados fora do horário da B3. Os valores dessas duas linhas são referências observadas no fechamento da reportagem, não preços fixos.

Selic cai no Brasil e Fed eleva juros nos Estados Unidos

O centro da semana foi a Super Quarta. O Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve fez o movimento inverso: elevou sua faixa de juros em 0,25 ponto, para 3,75% a 4,00%, na primeira alta desde 2023.

A combinação mantém amplo o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, mas trouxe novas dúvidas sobre os próximos passos. Juros americanos mais altos elevam o retorno exigido para ativos de risco. No Brasil, o corte gradual ainda deixa a Selic em nível elevado.

O Analistas explicou como a alta do Fed afeta dólar, Bolsa e Bitcoin. A reação mostrou que a direção dos ativos depende da decisão, do comunicado, das projeções e do comportamento dos títulos americanos.

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Vale e Petrobras pesam no acumulado da semana

Vale (VALE3) terminou a semana com queda de 6,18%, a R$ 73,37, diante de preocupações com a demanda por minério de ferro. Petrobras preferencial (PETR4) encerrou a R$ 48,50, com recuo semanal de 1,02%, apesar de o petróleo ter permanecido acima de US$ 100 durante boa parte do período.

Juntas, Vale e Petrobras representam parcela relevante do Ibovespa. Isso explica por que movimentos dessas empresas podem se sobrepor ao desempenho de ações menores. Na sexta, o vencimento de opções também ampliou o volume e os ajustes de posições.

A leitura intradiária está na matéria sobre por que o Ibovespa caiu nesta sexta-feira. O índice manteve a direção negativa no fechamento, mas permaneceu acima dos 185 mil pontos.

Capital estrangeiro perde força, mas setembro ainda tem saldo positivo

Dados da B3 mostraram retirada líquida de estrangeiros no dia 16, reduzindo o saldo positivo de setembro para aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Em 2026, o ingresso líquido ainda estava próximo de R$ 24,6 bilhões. A atualização sucede a notícia de que os estrangeiros haviam colocado cerca de R$ 7 bilhões na Bolsa em setembro.

Fundos imobiliários terminam praticamente estáveis

O IFIX fechou aos 3.750,27 pontos, com alta de 0,07%. Na semana, avançou apenas 0,04%. O efeito da Selic não é igual para todos os fundos: FIIs de papel dependem de indexadores e risco de crédito; fundos de tijolo dependem de vacância, aluguéis, vendas de imóveis e financiamento.

Bitcoin recupera US$ 81 mil na sexta-feira

O Bitcoin voltou à faixa de US$ 81 mil após negociar perto de US$ 76 mil no começo do dia. A alta superou 6% e ocorreu após uma semana volátil, marcada pelo Fed e por movimentos diferentes entre ETFs de Bitcoin e Ethereum.

Mais cedo, a criptomoeda havia recuperado os US$ 78 mil. Como o mercado funciona 24 horas, a cotação continuará mudando durante o fim de semana.

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Wall Street fecha dividida e Treasury de 10 anos chega a 5%

Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 0,2% na sexta, o Nasdaq avançou 0,4% e o Dow Jones caiu 0,2%. Na semana, o S&P 500 recuou 0,1%, o Dow perdeu 1,7% e o Nasdaq ganhou 0,7%.

O Treasury de dez anos chegou a 5,00%, patamar que encarece empréstimos e torna os títulos americanos mais competitivos diante de ativos de risco. O Banco do Japão também elevou sua taxa para 1,25% ao ano, o maior nível em 31 anos.

Petróleo recua, mas permanece acima de US$ 100

O Brent chegou perto de US$ 110 com os riscos de oferta no Oriente Médio, mas devolveu parte da alta e terminou a sexta ao redor de US$ 104 por barril. Na semana, a queda ficou próxima de 1,3%. O nível ainda elevado mantém o mercado atento ao Estreito de Ormuz e ao escoamento da produção regional.

O que acompanhar na próxima semana

A próxima semana terá a ata do Copom, o Relatório de Política Monetária do Banco Central e o IPCA-15. No exterior, entram no calendário os PMIs preliminares dos Estados Unidos e da zona do euro, além de decisões de taxas de empréstimos na China.

Para comparar expectativa e resultado, consulte a agenda econômica da semana de 14 a 18 de setembro. Horários e divulgações devem ser confirmados nos comunicados oficiais.

Este conteúdo tem caráter jornalístico e informativo. Não representa recomendação de compra ou venda de ações, fundos imobiliários, moedas ou criptoativos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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