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Salesforce cresce 11%, dobra lucro por ação e eleva projeção anual

Salesforce reportou receita de US$ 11,3 bilhões no segundo trimestre fiscal e elevou a projeção anual. BDR SSFO34 negocia o desempenho na B3.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Colagem editorial com computação em nuvem, inteligência artificial e crescimento da Salesforce
Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

A Salesforce encerrou o segundo trimestre do ano fiscal de 2027 com receita de US$ 11,3 bilhões, avanço de 11% sobre o mesmo período anterior. O lucro líquido diluído por ação, calculado pelas normas contábeis americanas, foi de US$ 4,29, alta de 119%. No Brasil, a companhia pode ser acompanhada pelo BDR SSFO34, enquanto as ações originais são negociadas em Nova York sob o código CRM.

Receita recorrente e contratos avançam

A receita de assinaturas e suporte somou US$ 10,8 bilhões, aumento anual de 12%. O número inclui contribuição de US$ 440 milhões da Informatica, adquirida pela companhia. A obrigação de desempenho remanescente corrente, indicador que reúne receitas contratadas esperadas para os próximos doze meses, chegou a US$ 33,5 bilhões e cresceu 14% em moeda constante.

A obrigação total de desempenho remanescente alcançou US$ 66,3 bilhões, alta de 11%. Esses valores ajudam a medir a visibilidade de receitas futuras em empresas de software por assinatura, mas não equivalem a dinheiro já reconhecido no resultado. O ritmo de conversão depende de prazos contratuais, renovações, câmbio e execução dos serviços.

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Margens e caixa melhoram no trimestre

A margem operacional contábil ficou em 20,5%, enquanto a margem ajustada alcançou 34,1%. O fluxo de caixa operacional subiu 71%, para US$ 1,3 bilhão, e o fluxo de caixa livre avançou 81%, para US$ 1,1 bilhão. A companhia também informou a devolução de US$ 364 milhões aos acionistas por meio de dividendos e a continuidade do programa acelerado de recompra de ações de US$ 25 bilhões.

O lucro líquido contábil foi de US$ 3,526 bilhões, ante US$ 1,887 bilhão um ano antes. Além do desempenho operacional, comparações de lucro por ação são influenciadas pela redução do número de ações em circulação. Por isso, receita, margem, caixa e base acionária precisam ser observados em conjunto.

IA ganha peso, mas aquisições também contribuem

A receita recorrente anual de Agentforce e Data 360 se aproximou de US$ 3,9 bilhões, crescimento superior a 210%. O Agentforce sozinho superou US$ 1,5 bilhão, alta de mais de 240%. Os números mostram tração comercial das ferramentas de inteligência artificial, embora a definição da métrica tenha sido ampliada para incluir ofertas como Slackbot e Headless 360.

A corrida empresarial por IA também altera outros mercados. O teste de anúncios do ChatGPT no Brasil evidencia a busca por novas fontes de receita para financiar infraestrutura, enquanto a análise sobre a Meta e sua estratégia para ampliar o valor de mercado mostra como grandes plataformas tentam converter investimentos em IA em crescimento.

Nova projeção para o ano fiscal

A Salesforce elevou a previsão de receita anual para uma faixa de US$ 46,1 bilhões a US$ 46,4 bilhões, crescimento de 11% a 12%. A revisão incorporou US$ 100 milhões de expansão orgânica, US$ 200 milhões ligados às aquisições pendentes de Contentful e Fin e um impacto cambial negativo de US$ 100 milhões. Para o terceiro trimestre, a empresa espera receita entre US$ 11,42 bilhões e US$ 11,5 bilhões.

O BDR SSFO34 reflete o desempenho da ação americana e também sofre influência do câmbio e da proporção definida pelo programa de recibos. Na sexta-feira, 28, o papel fechou a R$ 60,44, alta de 3,78%, após forte oscilação nos pregões posteriores ao balanço. O preço diário não deve ser confundido com uma avaliação completa do negócio.

O resultado positivo convive com riscos de integração de aquisições, concorrência, custos de infraestrutura e capacidade de transformar demanda por IA em receita recorrente. O histórico recente de volatilidade nas empresas ligadas a chips e inteligência artificial reforça que expectativas tecnológicas podem mudar rapidamente. Esta reportagem apresenta os dados divulgados pela companhia e não recomenda a compra ou venda do BDR ou da ação.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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