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Economia

Senado suíço aprova acordo EFTA–Mercosul por 35 votos a 7

Conselho dos Estados da Suíça aprovou acordo comercial EFTA–Mercosul por 35 a 7. Texto volta à Câmara e inclui compensação ao setor agrícola.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com Parlamento suíço, porto, navio e produtos agrícolas representando o acordo EFTA Mercosul
Conselho dos Estados da Suíça aprovou o acordo EFTA–Mercosul, mas o processo parlamentar ainda não terminou. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Conselho dos Estados, câmara alta do Parlamento da Suíça, aprovou nesta segunda-feira o acordo de livre comércio entre a Associação Europeia de Livre Comércio e o Mercosul. Foram 35 votos favoráveis, sete contrários e três abstenções. O resultado representa avanço importante, mas o tratado ainda não está definitivamente aprovado no país.

O texto volta ao Conselho Nacional, equivalente à Câmara, que havia rejeitado a proposta em junho por 96 votos a 86, com nove abstenções. Como as casas tomaram decisões diferentes, o processo continua até que haja concordância sobre uma versão final.

O que é o acordo EFTA–Mercosul

A EFTA reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Do lado sul-americano, o acordo foi negociado com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O tratado prevê redução ou eliminação gradual de tarifas sobre produtos industriais e agrícolas, além de regras para serviços, investimentos, compras públicas, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável. Isso não significa abertura imediata de todos os mercados: cada produto segue cronogramas, cotas e condições de origem.

Suíça aprovou compensação para agricultores

O apoio no Senado suíço foi acompanhado de um pacote de aproximadamente 517 milhões de francos suíços para o setor agrícola entre 2028 e 2033. A medida tenta reduzir a resistência dos produtores locais à entrada de mercadorias sul-americanas.

Agricultores demonstram preocupação principalmente com carne, vinho e outros produtos sujeitos à concorrência do Mercosul. O acordo utiliza cotas para parte dos itens sensíveis, em vez de liberar importações sem limite.

Também houve debate sobre desmatamento, trabalho forçado e padrões ambientais. Propostas mais duras foram rejeitadas, mas a maioria pediu maior acompanhamento das cláusulas de sustentabilidade.

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Quanto o acordo pode economizar

Estimativas oficiais suíças apontam economia anual próxima de 150 milhões de francos em tarifas para os exportadores do país. Cerca de 96% das exportações suíças destinadas ao Mercosul poderão entrar sem imposto aduaneiro quando os cronogramas estiverem implementados.

Em contrapartida, exportadores do Mercosul ganham condições preferenciais em áreas competitivas. O benefício para cada empresa dependerá de regras de origem, certificações sanitárias e capacidade de atender às exigências suíças.

O que pode mudar para o Brasil

O acordo favorece a diversificação dos destinos comerciais em um momento de aumento das disputas tarifárias. O Brasil já busca ampliar mercados depois que empresas afetadas pelo tarifaço receberam novas linhas de crédito.

Produtos agropecuários podem ganhar espaço, mas as cotas impedem a leitura de que haverá entrada ilimitada de carne ou alimentos brasileiros. Empresas suíças terão melhores condições para vender máquinas, medicamentos, produtos químicos e equipamentos ao Mercosul.

O tema se conecta à balança comercial brasileira, que segue superavitária e depende da combinação entre commodities, indústria e novos destinos.

Aprovação ainda não encerra o processo

A votação ocorreu apenas no Conselho dos Estados. O Conselho Nacional ainda precisa rever o texto e as compensações. Mesmo depois da aprovação parlamentar, pode haver referendo na Suíça caso sejam reunidas as assinaturas necessárias.

O resultado de 35 a 7 deve ser descrito como avanço parlamentar, não como entrada imediata do tratado em vigor. O acordo EFTA–Mercosul também é diferente do tratado entre Mercosul e União Europeia: envolve outro bloco e processo independente de aprovação.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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