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Wall Street sobe com força das ações de chips

S&P 500 avançou 0,70%, Nasdaq ganhou 0,82% e Nvidia subiu 2,4%; investidores aguardam Fed e balanços das maiores empresas de tecnologia.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com bolsa de Nova York, gráfico de alta, touro e chip
Ações de chips ajudaram Wall Street a fechar em alta nesta segunda-feira. Imagem: Analistas/IA.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 26 de outubro, com recuperação das empresas de tecnologia e valorização das ações de semicondutores. O S&P 500 avançou 0,70%, aos 7.676,77 pontos, o Nasdaq ganhou 0,82%, aos 26.169,38 pontos, e o Dow Jones subiu 0,28%, aos 52.361,58 pontos. A Nvidia liderou o apoio ao mercado com alta de 2,4%.

Fechamento dos índices americanos

O S&P 500 recuperou mais do que as perdas acumuladas na semana anterior e terminou a 1,8% de sua máxima histórica. O avanço não foi uniforme, mas mostrou melhora do apetite por risco antes de uma sequência de decisões de juros e balanços de grandes empresas.

ÍndiceFechamentoVariação
S&P 5007.676,77 pontos+0,70%
Dow Jones52.361,58 pontos+0,28%
Nasdaq26.169,38 pontos+0,82%
NvidiaAção+2,4%
BrentUS$ 110,74-0,9%

A Nvidia interrompeu parte da sequência negativa registrada nas três semanas anteriores. A recuperação ajudou o setor de chips, que vinha sendo pressionado pelo receio de que os investimentos em inteligência artificial cresçam mais rápido que a receita gerada.

Anthropic reacende interesse por IA

O pedido de IPO da Anthropic trouxe novos números sobre a economia dos modelos de inteligência artificial. A dona do Claude informou receita de US$ 16,3 bilhões no primeiro semestre e prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões, inflado por um ajuste contábil extraordinário.

O documento mostrou crescimento rápido, mas também contratos, gastos e riscos em escala inédita. O mercado reagiu comprando ações ligadas a chips, ao mesmo tempo em que manteve cautela com empresas muito dependentes de financiamento.

Essa divisão apareceu ao longo do pregão. A CoreWeave chegou a cair 5,5%, virou para alta de 6,6% e encerrou com ganho de 1,8%. A oscilação revela como pequenas mudanças de percepção sobre crédito e demanda podem movimentar empresas de infraestrutura de IA.

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SpaceX oscila após acordo bilionário

A SpaceX anunciou um arrendamento financeiro de cerca de US$ 40 bilhões para GPUs e servidores. Os papéis caíram quase 2% no início, subiram 1,9% e fecharam em baixa de 0,4%.

O acordo garante chips de nova geração para a infraestrutura da xAI, mas acrescenta compromissos financeiros de longo prazo. Investidores tentam calcular se a expansão de capacidade será acompanhada por receita suficiente para pagar os equipamentos.

O debate já não é apenas sobre quem possui o melhor modelo. Passou a incluir custo da dívida, oferta de energia, vida útil dos chips e retorno dos data centers.

Meta cai com nova captação

A Meta terminou em baixa de 1,9% depois de anunciar planos para levantar US$ 35 bilhões por meio de venda de ações. A companhia também poderá obter outros US$ 60 bilhões com uma nova classe de papéis.

Nvidia, AMD e Broadcom indicaram interesse em comprar juntas US$ 5 bilhões da oferta. O apoio mostra confiança na continuidade dos investimentos, mas alimenta o debate sobre financiamento circular: fabricantes de chips investem em clientes que usarão o dinheiro para comprar mais chips.

Esse modelo pode acelerar a construção de infraestrutura. Também cria dependências que ampliam os riscos se a demanda final não crescer como esperado.

Juros ficam no radar

No mercado de títulos, o rendimento do Treasury de dez anos caiu de 5% para 4,98%. A taxa de dois anos, mais sensível às decisões do Federal Reserve, subiu de 4,69% para 4,71%.

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A expectativa predominante é de manutenção dos juros americanos na reunião que termina quarta-feira. O Fed elevou a taxa no mês passado pela primeira vez em três anos para tentar conter uma inflação ainda elevada.

Juros altos pressionam especialmente empresas de crescimento, porque reduzem o valor presente dos lucros futuros e aumentam o custo de financiar data centers. Por isso, a fala do presidente do Fed poderá ser tão importante quanto a decisão.

Petróleo recua, mas continua caro

O Brent caiu 0,9%, para US$ 110,74 por barril. A commodity oscilou entre ganhos e perdas durante o dia e permanece próxima dos maiores níveis desde o início da guerra com o Irã.

O recuo ajudou parte do mercado ao aliviar o risco de nova pressão inflacionária. Ainda assim, petróleo acima de US$ 100 continua sendo um custo importante para transporte, indústria e consumo.

O que move a próxima sessão

Quase um terço das empresas do S&P 500 divulgará resultados nesta semana. Alphabet e Microsoft publicam seus números na quarta-feira, enquanto a Amazon apresenta o balanço na quinta.

O mercado buscará respostas sobre gastos com IA, crescimento da nuvem e retorno dos investimentos. Depois da alta desta segunda-feira, o teste será confirmar se os lucros conseguem sustentar preços próximos dos recordes.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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