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Ibovespa cai 13,88% e dólar fecha a R$ 5,403

Bolsa teve o pior dia desde março de 2020, acionou circuit breaker e terminou aos 176.608 pontos; dólar subiu 8,21%.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com bolsa de valores, relógio, gráfico em queda e dólar
Ibovespa fechou em queda de 13,88% após acionar o circuit breaker no início do pregão. Imagem: Analistas/IA.

O Ibovespa fechou esta segunda-feira, 26 de outubro, em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, depois de acionar o circuit breaker pela manhã. O dólar, que chegou a passar de R$ 5,60 durante a sessão, terminou a R$ 5,4029, com alta de 8,21% no primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial.

O resumo do fechamento

Foi a maior queda percentual do Ibovespa desde março de 2020, quando a pandemia provocou uma sequência de interrupções na bolsa. O índice abriu perto de 205 mil pontos, marcou máxima de 205.088,74 e caiu até 169.516,43 no pior momento. Ao final, recuperou parte das perdas, mas ainda encerrou quase 28,5 mil pontos abaixo da abertura.

O volume negociado chegou a cerca de R$ 88,6 bilhões, muito acima de uma sessão comum. A movimentação refletiu a desmontagem de posições montadas antes da votação, a busca por proteção no câmbio e a forte abertura da curva de juros.

IndicadorFechamento de 26/10
Ibovespa176.608,23 pontos
Variação do Ibovespa-13,88%
Máxima do índice205.088,74 pontos
Mínima do índice169.516,43 pontos
Dólar à vistaR$ 5,4029
Variação do dólar+8,21%

Por que o mercado caiu tanto

O movimento começou com uma diferença entre o resultado eleitoral e o cenário que parte dos investidores havia colocado nos preços. Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro. A reação se concentrou nas dúvidas sobre política fiscal, dívida pública e composição da equipe econômica do próximo mandato.

Quando um resultado contraria posições muito concentradas, a correção pode ser amplificada. Investidores vendem ações, reduzem risco, compram dólar e ajustam contratos de juros ao mesmo tempo. Esse processo ajuda a explicar a velocidade da queda e não deve ser confundido com uma variação equivalente da economia real em um único dia.

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A curva de juros abriu mais de 200 pontos-base em alguns vencimentos de médio e longo prazo. O mercado retirou apostas de corte da Selic e passou a considerar possibilidade de alta nas próximas reuniões do Copom. Juros maiores reduzem o valor presente das empresas e atingem com mais força companhias endividadas ou dependentes do consumo doméstico.

Circuit breaker segurou as negociações

A B3 interrompeu os negócios por 30 minutos depois que o Ibovespa atingiu queda de 10%. O mecanismo é automático e serve para dar tempo de reorganização das ordens em momentos de estresse. Ele não impede que o índice continue caindo quando o pregão é retomado.

Foi o primeiro acionamento desde março de 2020. Após a pausa, a pressão vendedora continuou e o índice chegou a recuar mais de 17% na mínima. A recuperação parcial no fim da tarde levou o fechamento para uma perda de 13,88%.

Exportadoras ficaram entre as exceções

Somente oito ações da carteira do Ibovespa terminaram em alta. Suzano subiu 10,08%, beneficiada pelo dólar mais forte, e Embraer avançou 8,42%. WEG, Vale, Klabin, Bradespar, Gerdau e Metalúrgica Gerdau também fecharam no campo positivo.

Na outra ponta, Magazine Luiza caiu 58,23%, para R$ 5,30, pressionada pela disparada dos juros. Vamos e Hapvida também registraram quedas superiores a 50% em um pregão de forte redução de risco.

Entre as empresas de maior peso, Petrobras ON caiu 6,81%, enquanto Petrobras PN recuou 8,18%. Itaú PN perdeu 13,91% e Bradesco PN caiu 21,7%. Vale subiu e ajudou a limitar parcialmente a baixa do índice.

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Dólar teve maior alta em décadas

A moeda americana fechou a R$ 5,4029 após alcançar níveis ainda mais altos durante o dia. O avanço de 8,21% foi o maior desde janeiro de 1999. A compra de dólares funcionou como proteção em meio ao ajuste dos ativos brasileiros.

O fechamento abaixo da máxima mostra que parte do estresse perdeu força ao longo do pregão, mas a variação continuou excepcional. Um dólar mais caro pode pressionar custos de importados e combustíveis, embora também aumente a receita em reais de exportadoras.

O que observar na terça-feira

O próximo pregão deverá começar com o mercado ainda ajustando posições. Investidores acompanharão sinais sobre a equipe econômica, prioridades fiscais e qualquer indicação de medidas para estabilizar expectativas. Também será importante observar a liquidez: depois de uma sessão extrema, os preços podem oscilar muito mesmo com notícias pequenas.

No exterior, as bolsas americanas fecharam em alta nesta segunda, com Dow Jones subindo 0,28%, S&P 500 avançando 0,70% e Nasdaq ganhando 0,83%. Isso reforça que o movimento brasileiro foi predominantemente doméstico.

Para o investidor, a principal cautela é evitar decisões baseadas apenas na variação de um dia. O fechamento confirma uma reprecificação profunda, mas não define sozinho a trajetória de longo prazo. Os próximos passos dependerão de informações fiscais, inflação, juros e resultados das empresas.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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