A B3 perdeu 33 empresas listadas desde 2024 e tem ao menos seis novas ofertas públicas de aquisição anunciadas. O movimento inclui operações envolvendo Santander Brasil, Companhia Brasileira de Alumínio e Helbor e reforça a redução do universo de companhias negociadas na bolsa brasileira.
O levantamento, publicado pela Bloomberg, aponta que o número de empresas listadas no Brasil caiu cerca de 9% desde 2024. No mesmo período, as retrações foram próximas de 3% no México e na Colômbia e de 1,6% no Chile, enquanto Argentina e Peru registraram crescimento superior a 3,7%.
Por que empresas estão deixando a bolsa
As saídas não têm uma única causa. Aquisições e reorganizações societárias explicam parte dos casos. Em outros, controladores avaliam que ações negociadas com desconto tornam mais atraente fechar o capital ou incorporar a companhia. Juros elevados também encarecem o financiamento e reduzem o apetite por ações.
A falta de novas ofertas iniciais amplia o efeito. Quando a bolsa perde empresas sem reposição por IPOs, investidores encontram menos alternativas setoriais e a B3 deixa de receber parte das receitas ligadas a listagem, negociação e custódia.
Quais operações estão no radar
Entre as operações anunciadas estão os processos envolvendo Santander Brasil, Companhia Brasileira de Alumínio e Helbor. A Neogrid também está em processo de incorporação pelo Grupo Indiana. Cada transação possui etapas próprias e pode exigir aprovação de acionistas ou reguladores.
O cenário de juros é central nessa discussão. A Superquarta reúne decisões monetárias no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto o IGP-10 de setembro avançou 1,47% em um ambiente ainda sensível à inflação.
O que isso significa para o mercado
Menos empresas listadas podem reduzir a diversidade do mercado e concentrar liquidez nos grandes papéis. Para a B3, a tendência aumenta a importância de atrair novas companhias quando as condições financeiras melhorarem. O dado não permite concluir, isoladamente, que todas as empresas abertas estejam subavaliadas.
Este conteúdo é jornalístico e não constitui recomendação de investimento.