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Mercado Financeiro

Superquarta: mercado vê corte da Selic e possível alta nos EUA

Copom e Federal Reserve decidem os juros em 16 de setembro. Opções da B3 indicavam 95% de chance de corte de 0,25 ponto na Selic.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Prédios de bancos centrais, moedas de real e dólar e gráficos representam as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos
Copom e Federal Reserve encerram suas reuniões em 16 de setembro, com expectativas diferentes para os juros. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

Brasil e Estados Unidos decidirão os juros na quarta-feira, 16 de setembro. No Brasil, opções negociadas na B3 indicavam 95% de probabilidade de corte de 0,25 ponto na Selic. Nos Estados Unidos, a inflação persistente ampliou a discussão sobre possível alta pelo Federal Reserve.

As reuniões começam na terça-feira, 15. Apesar do nome “Superquarta”, as decisões são independentes e respondem a cenários econômicos diferentes.

O que o mercado espera do Copom

A Selic está em 14% ao ano. Com dados das Opções de Copom no fechamento de 8 de setembro, cerca de 95% das posições apontavam redução a 13,75%, enquanto a chance de manutenção estava perto de 3,5%. Preços de mercado mudam e não antecipam a decisão.

O último encontro terminou com corte da Selic para 14% ao ano. Desde então, a inflação brasileira perdeu força, mas expectativas, contas públicas, câmbio e petróleo continuam no radar.

Por que os EUA podem seguir na direção contrária

O índice de preços ao consumidor americano subiu 0,4% em agosto e 3,4% em 12 meses. O núcleo avançou 0,3% no mês. O resultado manteve a inflação acima da meta de 2% do Fed e reforçou apostas de aperto monetário.

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O Analistas detalhou a inflação dos Estados Unidos em agosto e o avanço de 0,4% do índice de preços ao produtor. O Fed ainda pode manter a taxa se entender que os juros atuais já são suficientemente restritivos.

Como a Superquarta pode afetar o Brasil

Corte no Brasil combinado com alta nos Estados Unidos diminuiria a diferença entre as taxas dos dois países. Isso pode elevar a volatilidade do dólar, dos juros futuros e da Bolsa, mas o efeito não é automático: fluxo comercial, política fiscal, commodities e risco também pesam.

Os rendimentos dos títulos americanos já se aproximaram de 5%, movimento explicado na matéria sobre os Treasuries e seus efeitos no Brasil.

O que acompanhar

No comunicado do Copom, o foco estará no ritmo de eventuais próximos cortes. No Fed, investidores observarão o placar, a coletiva e as novas projeções. Esta matéria descreve expectativas e não constitui recomendação de investimento.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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