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Mercado Financeiro

Superquarta: mercado vê corte da Selic e possível alta nos EUA

Focus reduz IPCA de 2026 para 4,90% e PIB para 1,89% antes das decisões de juros do Copom e do Fed na Superquarta.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Prédios de bancos centrais, moedas de real e dólar e gráficos representam as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos
Copom e Federal Reserve encerram suas reuniões em 16 de setembro, com expectativas diferentes para os juros. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 14 de setembro, reduziu a projeção do mercado para o IPCA de 2026 de 5,00% para 4,90%. A estimativa para o PIB também caiu, de 1,93% para 1,89%. Na véspera do início da reunião do Copom, a previsão para a Selic no fim do ano permaneceu em 13,75%.

A mediana para o dólar no encerramento de 2026 continuou em R$ 5,20. Para 2027, a projeção de inflação subiu de 4,29% para 4,30%, enquanto a estimativa do PIB recuou de 1,50% para 1,45%. Os números mostram uma combinação de inflação menor no curto prazo e atividade econômica mais fraca, mas não antecipam a decisão do Banco Central.

Focus de hoje: projeções antes da Superquarta

IndicadorProjeção anteriorProjeção atualMovimento
IPCA de 20265,00%4,90%Queda
PIB de 20261,93%1,89%Queda
Selic no fim de 202613,75%13,75%Estável
Dólar no fim de 2026R$ 5,20R$ 5,20Estável
IPCA de 20274,29%4,30%Alta
PIB de 20271,50%1,45%Queda

O relatório do Banco Central reúne medianas das estimativas de instituições financeiras e tem data de referência de 11 de setembro. Para a reunião desta semana, a projeção mensal do Focus permanece em Selic de 13,75%, o que corresponde a um corte de 0,25 ponto percentual em relação à taxa atual de 14%. A decisão, porém, cabe exclusivamente ao Copom.

Brasil e Estados Unidos decidirão os juros na quarta-feira, 16 de setembro. Nos Estados Unidos, a inflação persistente ampliou a discussão sobre uma possível alta pelo Federal Reserve. As reuniões começam na terça-feira, 15, e as decisões são independentes, porque respondem a cenários econômicos diferentes.

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O que o mercado espera do Copom

A Selic está em 14% ao ano. Com dados das Opções de Copom no fechamento de 8 de setembro, cerca de 95% das posições apontavam redução a 13,75%, enquanto a chance de manutenção estava perto de 3,5%. Preços de mercado mudam e não antecipam a decisão.

O último encontro terminou com corte da Selic para 14% ao ano. Desde então, a inflação brasileira perdeu força, mas expectativas, contas públicas, câmbio e petróleo continuam no radar.

Por que os EUA podem seguir na direção contrária

O índice de preços ao consumidor americano subiu 0,4% em agosto e 3,4% em 12 meses. O núcleo avançou 0,3% no mês. O resultado manteve a inflação acima da meta de 2% do Fed e reforçou apostas de aperto monetário.

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O Analistas detalhou a inflação dos Estados Unidos em agosto e o avanço de 0,4% do índice de preços ao produtor. O Fed ainda pode manter a taxa se entender que os juros atuais já são suficientemente restritivos.

Como a Superquarta pode afetar o Brasil

Corte no Brasil combinado com alta nos Estados Unidos diminuiria a diferença entre as taxas dos dois países. Isso pode elevar a volatilidade do dólar, dos juros futuros e da Bolsa, mas o efeito não é automático: fluxo comercial, política fiscal, commodities e risco também pesam.

Os rendimentos dos títulos americanos já se aproximaram de 5%, movimento explicado na matéria sobre os Treasuries e seus efeitos no Brasil.

O que acompanhar

No comunicado do Copom, o foco estará no ritmo de eventuais próximos cortes. No Fed, investidores observarão o placar, a coletiva e as novas projeções. Esta matéria descreve expectativas e não constitui recomendação de investimento.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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