A cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais pesquisadas em agosto, segundo levantamento do Dieese e da Conab. A redução ajuda a explicar parte do comportamento recente da inflação e complementa a leitura do IPCA divulgada nesta sexta-feira, 11 de setembro.
Somente Maceió e São Luís registraram aumento no mês, de 1,43% e 0,78%, respectivamente. As maiores quedas ocorreram em capitais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Onde a cesta básica mais caiu em agosto
| Capital | Variação mensal |
|---|---|
| Rio Branco | -4,68% |
| Manaus | -4,55% |
| Boa Vista | -4,47% |
| Aracaju | -3,89% |
| Cuiabá | -3,37% |
| Salvador | -3,30% |
Batata, tomate, café e feijão estiveram entre os produtos que contribuíram para o recuo. A batata ficou mais barata em todas as cidades do Centro-Sul analisadas, enquanto o café em pó caiu em 23 capitais.
Na direção contrária, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha subiram na maior parte das capitais. Por isso, a redução da média não significa queda em todos os itens comprados pelas famílias.
Qual capital tem a cesta básica mais cara
| Capital | Custo médio em agosto |
|---|---|
| São Paulo | R$ 900,59 |
| Cuiabá | R$ 851,57 |
| Rio de Janeiro | R$ 851,19 |
| Florianópolis | R$ 850,90 |
| Salvador | R$ 628,89 |
| Maceió | R$ 627,45 |
| Natal | R$ 627,42 |
| Aracaju | R$ 570,98 |
São Paulo permaneceu com a cesta mais cara entre as capitais pesquisadas. Os menores valores foram encontrados em Aracaju, Natal, Maceió e Salvador. A composição da cesta utilizada na pesquisa varia entre grupos de capitais, o que deve ser considerado nas comparações.
A cesta caiu no mês, mas ainda subiu em um ano
Na comparação com agosto de 2025, o custo aumentou em 25 capitais. As maiores altas anuais foram observadas em Goiânia, com 7,51%, Cuiabá, com 6,42%, e Vitória, com 6,26%. Apenas Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%, ficaram abaixo do valor de um ano antes.
O resultado mensal, portanto, representa alívio pontual, mas não apaga a elevação acumulada do custo dos alimentos. O IPCA de agosto também mostrou queda de 0,34% em alimentação e bebidas e recuo de 0,61% nos alimentos consumidos em casa.