O IPCA caiu 0,32% em agosto, depois de avançar 0,07% em julho. Com o resultado divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, a inflação acumula 3,11% no ano e 4,22% em 12 meses, segundo o IBGE.
A queda mensal foi puxada principalmente por habitação, que recuou 1,87%, e transportes, com baixa de 0,86%. A leitura em 12 meses também desacelerou em relação aos 4,44% registrados até julho.
O que fez o IPCA cair em agosto
A redução no grupo habitação teve peso importante no índice do mês. Nos transportes, a queda também ajudou a conter a média dos preços pesquisados. Alimentação e bebidas recuou 0,34%, com baixa de 0,61% nos alimentos consumidos em casa.
Entre os produtos com quedas mais intensas, a batata-inglesa ficou 19,89% mais barata, o tomate caiu 10,94% e a cebola recuou 11,07%. Esses movimentos ajudam a explicar a percepção de alívio em parte da cesta de alimentos, embora os preços não tenham caído de forma uniforme.
Quais grupos subiram
Cinco dos nove grupos pesquisados tiveram alta. Despesas pessoais avançou 1,30%, artigos de residência subiu 0,64%, educação teve aumento de 0,47%, saúde e cuidados pessoais avançou 0,23% e vestuário subiu 0,12%. Comunicação recuou 0,09%.
O IPCA mede a variação de preços para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. Por isso, a taxa geral resume movimentos diferentes entre produtos, serviços e regiões, e não significa que todos os consumidores perceberam a mesma variação no orçamento.
O que muda para juros e economia
A desaceleração em 12 meses reforça o debate sobre a trajetória dos juros, mas uma leitura isolada não determina a próxima decisão do Banco Central. O Copom acompanha também expectativas futuras, serviços, atividade econômica, câmbio e riscos fiscais.
O resultado deve ser comparado com a inflação de julho e com as projeções reunidas no Boletim Focus. A decisão mais recente do Copom sobre a Selic mostra por que o cenário de preços continua relevante para crédito, renda fixa e consumo.
Como ler o resultado
O dado de agosto representa deflação mensal, isto é, queda na média dos preços monitorados no período. Ainda assim, o IPCA permanece positivo no acumulado do ano e em 12 meses. Isso significa que o nível geral de preços continua acima do observado no fim de 2025, apesar do recuo registrado no mês.