A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto, mesmo nível observado no período até julho. Para trimestres terminados em agosto, é a menor taxa da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, novo recorde, após avanço de 0,8% frente ao trimestre encerrado em maio. Em um ano, o país ganhou aproximadamente 1,1 milhão de ocupados.
Renda e massa salarial também crescem
O rendimento médio real habitual avançou para R$ 3.777, maior valor da série para um trimestre encerrado em agosto. A massa de rendimentos atingiu R$ 385,6 bilhões, com crescimento de 1,4% no trimestre e de 4,8% em um ano.
O número de pessoas procurando trabalho sem conseguir uma vaga ficou em 5,78 milhões. São 281 mil desempregados a menos que no trimestre até maio e cerca de 300 mil a menos que um ano antes.
O novo resultado atualiza a leitura de julho, quando o Analistas mostrou que o desemprego havia caído para 5,3% e a ocupação alcançado 103,3 milhões.
Informalidade ainda exige atenção
O emprego privado com carteira ficou em recorde de 39,5 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade subiu de 37,3% para 37,5% no trimestre, alcançando 38,8 milhões de trabalhadores.
A subutilização permaneceu em 13,1%, envolvendo aproximadamente 15 milhões de pessoas. O número de desalentados, que desistiram de procurar trabalho, recuou 11,9% em um ano, para 2,4 milhões.
Os dados mostram mercado de trabalho forte em quantidade de ocupados e renda, mas não eliminam diferenças de qualidade e formalização. A PNAD considera desempregada apenas a pessoa sem ocupação que procurou trabalho e estava disponível para assumir uma vaga.
Fonte principal: PNAD Contínua do IBGE, referente ao trimestre de junho a agosto de 2026.