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Mercado Financeiro

Dólar abriu em queda a R$ 5,09 com Focus e política no radar

Moeda recuava 0,66% às 10h19, enquanto mercado avaliava o Focus, pesquisas eleitorais e petróleo próximo de US$ 100.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Cédulas de dólar e real diante de linha de queda do mercado de câmbio
Dólar abriu em queda nesta terça-feira após o feriado de 7 de setembro. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O dólar abriu em queda nesta terça-feira, 8 de setembro, na retomada dos negócios depois do feriado da Independência. Às 10h19, a moeda recuava 0,66%, cotada a R$ 5,094, enquanto investidores avaliavam o novo Boletim Focus e o cenário político.

A cotação é um retrato daquele horário e pode mudar durante o pregão. A B3 retomou normalmente as negociações de ações, fundos imobiliários, ETFs, derivativos e renda fixa privada depois de permanecer fechada na segunda-feira.

Focus trouxe inflação menor e PIB ligeiramente maior

O levantamento divulgado pelo Banco Central reduziu de 5,01% para 5% a projeção para o IPCA de 2026. A previsão para o PIB subiu de 1,92% para 1,93%, primeira elevação em mais de dois meses.

A estimativa para a Selic no fim do ano permaneceu em 13,75%, enquanto a previsão para o dólar continuou em R$ 5,20. A matéria atualizada do Focus reúne os números e explica por que as mudanças foram marginais.

Pesquisas eleitorais influenciam expectativas

O ambiente doméstico também refletiu novas pesquisas sobre a eleição presidencial de outubro. Uma sondagem Quaest mostrou empate numérico de 41% entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Pesquisas não determinam sozinhas o comportamento do câmbio. Elas entram nos modelos dos investidores porque podem alterar expectativas sobre política fiscal, crescimento, juros e relação do país com investidores estrangeiros.

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Petróleo perto de US$ 100 limita o alívio

No exterior, o dólar tinha comportamento misto diante de moedas emergentes. Ao mesmo tempo, o petróleo encostou em US$ 100 após ataques a instalações sauditas, elevando a aversão ao risco e as preocupações com a inflação mundial.

Para o Brasil, o barril mais caro tem efeitos em direções diferentes. Pode favorecer receitas de exportação de petróleo, mas também aumenta riscos para combustíveis, inflação e juros. A reação do real depende da combinação desses fatores, além do fluxo financeiro.

O que acompanhar até o fechamento

Investidores monitoram a evolução do petróleo, os juros futuros, o fluxo de capital estrangeiro e novas declarações políticas. No calendário econômico, o IPCA de agosto será divulgado na sexta-feira e pode mudar as apostas para a próxima decisão do Copom.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,1274, com alta de 0,39%, enquanto o Ibovespa ficou praticamente estável aos 185.147 pontos. O fechamento do mercado após o payroll explica o contexto deixado antes do feriado.

Esta matéria acompanha a abertura do mercado e não representa o valor de fechamento. O conteúdo é informativo e não constitui recomendação financeira.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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