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Economia

Governo prepara MP para regulamentar Imposto Seletivo

Texto deve estabelecer transição do IPI para o novo tributo, com cobrança prevista a partir de fevereiro de 2027 e regras permanentes em 2028.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em · Atualizado às 17:26 de hoje Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com Congresso Nacional, documentos tributários e balança
A regulamentação do Imposto Seletivo deve ser enviada ao Congresso por medida provisória. Imagem: Analistas/IA.

O governo pretende enviar ao Congresso uma medida provisória para regulamentar o Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma do consumo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (3) que o texto passaria por uma conversa final com o presidente Lula. A proposta afeta a economia brasileira e integra a transição para a reforma tributária.

Como será a transição

Segundo Durigan, o governo fechou um entendimento com os setores alcançados para preservar temporariamente a carga cobrada atualmente por meio do IPI. A ideia é manter o imposto antigo em janeiro de 2027 e iniciar a cobrança do Imposto Seletivo em fevereiro.

Como a Constituição prevê a substituição do modelo, o Executivo também pretende encaminhar uma proposta de emenda constitucional para permitir a prorrogação temporária do IPI nesses segmentos.

Modelo permanente ficará para 2028

As regras definitivas do Imposto Seletivo deverão continuar em discussão ao longo de 2027, com vigência permanente prevista para 2028. O tributo foi desenhado para atingir produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Alíquotas, bases de cálculo e exceções determinam quais empresas sentirão maior efeito. Uma mudança nominal de tributo não garante carga idêntica, porque créditos, incidência e composição do preço podem mudar.

Relação com a CBS

Durigan afirmou que cálculos encaminhados ao Tribunal de Contas da União indicaram alíquota máxima de 11,3% para a CBS e média próxima de 8,5%. Esses valores não representam uma cobrança uniforme para todas as operações.

O texto da medida provisória será decisivo para avaliar impactos setoriais. Até a publicação formal, números e datas anunciados devem ser tratados como parâmetros do governo, sujeitos à análise e às alterações do Congresso.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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