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Payroll fraco nos EUA derruba o dólar e impulsiona o Ibovespa a 174 mil pontos

Vagas de emprego abaixo do esperado nos EUA elevam aposta em corte de juros do Fed. Ibovespa sobe 1,32% e dólar recua a R$ 5,18 nesta quinta (2).

EQ
Equipe Analistas Equipe Editorial
Publicado em: 02/07/2026
Payroll fraco nos EUA derruba dólar e impulsiona Ibovespa
Analistas

O mercado financeiro brasileiro amanheceu otimista nesta quinta-feira, 2 de julho. O , principal índice da bolsa de valores, disparou 1,32% e se aproximou dos 174 mil pontos, enquanto o recuou para perto de R$ 5,18. O gatilho veio dos Estados Unidos: o tradicional relatório de emprego (payroll) trouxe um número de vagas criadas muito menor do que o mercado esperava.

O que aconteceu com o payroll americano

Segundo dados divulgados pelo governo dos Estados Unidos, a economia americana abriu apenas 57 mil vagas de trabalho em junho. O número frustrou as projeções de analistas ouvidos pela Reuters, que apontavam para uma criação entre 110 mil e 115 mil postos.

A taxa de desemprego por lá subiu para 4,2%, e a participação da população na força de trabalho caiu para 61,5%.

Na prática, um mercado de trabalho mais fraco reduz a pressão inflacionária nos EUA e aumenta as chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortar os juros em breve — o que costuma beneficiar países emergentes como o Brasil, já que o dinheiro tende a migrar para ativos com potencial de retorno maior.

Por que isso beneficia o Brasil

Com juros americanos possivelmente mais baixos no horizonte, investidores estrangeiros voltam a olhar com mais apetite para bolsas emergentes. Foi esse movimento que puxou o Ibovespa para cima logo na abertura do pregão.

Ainda no radar dos investidores:

  • Inflação brasileira em desaceleração: o IPC-S da quarta quadrissemana de junho subiu 0,36%, ritmo mais brando que a alta de 0,45% da leitura anterior. No acumulado de 12 meses, o indicador avança 4,32%.
  • Desemprego estável na Zona do Euro: ficou em 6,2% em maio, abaixo da previsão de analistas.
  • Petróleo em queda: o barril devolveu parte dos ganhos recentes, voltando a patamares anteriores à tensão entre EUA e Irã, num sinal de normalização da oferta global.

Mercados asiáticos foram na direção contrária

Enquanto o Brasil comemorava, a Ásia teve um dia de fortes perdas, puxado pelo setor de tecnologia:

  • Coreia do Sul: o Kospi despencou quase 8%, com Samsung e SK Hynix entre as maiores quedas.
  • Japão: o Nikkei recuou mais de 2%.
  • China: o CSI 300 caiu perto de 3%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, subiu levemente.

O que esperar daqui para frente

Com o payroll mais fraco reforçando a expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, o movimento de queda do dólar e alta da bolsa brasileira tende a continuar sendo influenciado pelas próximas sinalizações do Fed. Investidores também devem ficar atentos aos próximos indicadores de inflação no Brasil e aos desdobramentos no mercado de commodities, especialmente o petróleo.

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