analistas .com.br
Mercados

Resumo do mercado hoje: Ibovespa fica estável, dólar sobe a R$ 5,08 e petróleo desaba

O Ibovespa fechou estável, aos 177.943 pontos, num cabo de guerra entre Petrobras e bancos. O petróleo caiu quase 5% e o dólar subiu a R$ 5,08. Veja o resumo.

Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
Compartilhar
Painel da B3 com cotações de ações, gráfico em alta e o título “Resumo do mercado”, referente a 3 de agosto de 2026.
Arte destaca o resumo do mercado financeiro de 3 de agosto de 2026, com painel de ações e gráfico de valorização. Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

A Bolsa começou agosto no "zero a zero", num cabo de guerra entre a queda da Petrobras e a sustentação dos bancos. O petróleo despencou quase 5% com o alívio das tensões no Oriente Médio, e o dólar subiu levemente.

O Ibovespa abriu o mês de agosto praticamente de lado. Nesta segunda-feira (3), o principal índice da Bolsa brasileira fechou estável, com leve variação de -0,03%, aos 177.943 pontos, segundo dados preliminares. Foi um pregão de baixa liquidez e sem uma direção clara.

O dólar, por sua vez, ganhou força ante o real e subiu 0,33%, encerrando o dia cotado a R$ 5,087. O movimento aconteceu em um dia marcado pela forte queda do petróleo no exterior.

O cabo de guerra do dia

O que segurou o índice no zero a zero foi um verdadeiro cabo de guerra entre dois pesos-pesados. De um lado, as ações da Petrobras (PETR4) recuaram, pressionadas pelo tombo do petróleo. O barril do tipo Brent despencou cerca de 4,7%, cotado cerca de US$ 84, diante de um alívio nas tensões geopolíticas: o presidente americano, Donald Trump, sinalizou negociações com o Irã, reduzindo o temor de um conflito maior na região.

A Vale (VALE3) também pesou, caindo mais de 2,5% e ainda repercutindo seu balanço trimestral. Do outro lado, os grandes bancos deram sustentação ao índice e ajudaram a equilibrar as perdas das commodities. O resultado desse empate de forças foi um Ibovespa estável.

Juros em queda e o exterior animado

Nem tudo foi indefinição. Os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva, ajudados por dois fatores: a queda do petróleo, que alivia a pressão sobre a inflação, e o boletim Focus divulgado pela manhã, em que o mercado cortou a projeção da inflação e passou a ver a Selic a 13,75%.

Lá fora, o clima foi de otimismo. As bolsas de Nova York subiram com força, com o índice Nasdaq avançando 2,13%, novamente embaladas pelo apetite por ações de tecnologia e inteligência artificial. O bom humor externo, no entanto, não foi suficiente para tirar a Bolsa brasileira da estabilidade.

O que fica no radar

O grande evento da semana é a decisão de juros do Copom, na quarta-feira (5). Depois do Focus mais otimista, o mercado vai acompanhar de perto se o Banco Central sinaliza o início de um ciclo de cortes na Selic.

A temporada de balanços também segue movimentada. Após o fechamento desta segunda, divulgaram resultados a BB Seguridade (BBSE3), a Marcopolo (POMO4) e a Isa Energia (ISAE4), que devem movimentar esses papéis no pregão de terça. Até a decisão dos juros, a tendência é de um mercado cauteloso, à espera do recado do Banco Central.

Fechamento referente à segunda-feira, 3 de agosto de 2026. Dados preliminares, sujeitos a revisão.

Foto de Muniz
Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

Ver todas as matérias de Muniz →

Leia também

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe um comentário