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Petrobras bate recorde de produção no terceiro trimestre

Produção própria cresceu 11,7% e chegou a 3,512 milhões de boed; estatal também registrou recordes em diesel e exportações.

Ativos citados
Foto de Muniz
Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com plataforma de petróleo, FPSO, refinaria, barris e gráfico de produção
A produção própria de petróleo e gás da Petrobras atingiu novo recorde trimestral.

A Petrobras alcançou produção própria recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026. O volume cresceu 11,7% em um ano e 5,3% sobre o segundo trimestre, fortalecendo a leitura operacional de PETR4 e PETR3 antes do balanço financeiro de novembro.

Plataformas elevaram a produção

O avanço foi impulsionado pela melhora da eficiência operacional, pela aceleração das plataformas P-78 e P-79 no campo de Búzios e pelo topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero.

Também houve menor volume de perdas causadas por paradas de manutenção. A companhia informou que alcançou seu maior nível de eficiência de produção em oito anos.

Indicador3T26Comparação
Produção própria de óleo e gás3,512 milhões de boed+11,7% anual
Vendas internas de derivados1,854 milhão de bpdmaior desde o 3T21
Exportação de petróleo e derivados1,251 milhão de bpdrecorde
Produção de derivados1,873 milhão de bpd—
Utilização das refinarias99%+5 p.p. anual
Produção de diesel769 mil bpdrecorde trimestral

Vendas internas foram as maiores desde 2021

As vendas de derivados no Brasil chegaram a 1,854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021 e o melhor resultado considerando a configuração atual das refinarias.

Na comparação com o segundo trimestre, o crescimento foi de 6,4%. As vendas de diesel avançaram 14,4%, enquanto o querosene de aviação aumentou 9,9%.

Mais vendas de produtos produzidos pela própria Petrobras podem favorecer margens, mas o efeito financeiro também depende do preço do petróleo, do câmbio, da política comercial e do custo das refinarias.

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Exportações atingiram recorde

A companhia exportou 1,251 milhão de barris por dia de petróleo e derivados. Em julho, os embarques de petróleo chegaram a 37,2 milhões de barris. Em agosto, o volume aumentou para 37,8 milhões.

Parte das cargas estava em andamento no encerramento do trimestre e, por isso, não apareceu integralmente nas exportações contabilizadas do período. A distinção é importante para não comparar embarques físicos e reconhecimento contábil como se fossem a mesma medida.

Refinarias operaram com utilização de 99%

A produção de derivados ficou em 1,873 milhão de barris por dia. O Fator de Utilização Total das refinarias alcançou 99%, cinco pontos percentuais acima do terceiro trimestre de 2025.

Diesel, gasolina e querosene de aviação representaram 68% do volume produzido. Esses combustíveis têm maior valor agregado e são centrais para a estratégia de reduzir importações e aproveitar o óleo nacional.

A produção de diesel atingiu recorde trimestral de 769 mil barris por dia. Em julho, o parque chegou a 792 mil barris por dia, também um recorde mensal.

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Petróleo brasileiro dominou a carga

Nos nove primeiros meses do ano, a carga processada chegou a 1,8 milhão de barris por dia, alta de 7% sobre 2025. Óleo nacional respondeu por 93% da carga, e o pré-sal representou 72%.

Usar mais petróleo produzido no país pode reduzir importações e custos logísticos. A companhia também afirmou que realizou paradas programadas na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão sem comprometer o desempenho consolidado.

Renováveis e novas plataformas

A Petrobras assinou contratos para instalar na unidade de Cubatão uma planta dedicada a BioQAV e diesel renovável, com capacidade projetada de até 15 mil barris por dia.

A empresa também informou que as plataformas P-80 e P-82 deixaram o estaleiro em Singapura em direção a Búzios. As unidades fazem parte do plano de expansão do maior campo brasileiro em reservas e produção.

O que muda para PETR3 e PETR4

Mais produção tende a ampliar receita e diluir custos fixos, desde que preços e margens permaneçam favoráveis. O resultado operacional, porém, não permite antecipar sozinho o lucro nem os dividendos.

No balanço, investidores deverão observar preço realizado, custo de extração, despesas com afretamento, investimentos, dívida e fluxo de caixa. Também permanecem no radar a cotação do Brent e a política de distribuição de proventos.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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