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Ibovespa perde R$ 621 bi em valor de mercado

Das 74 empresas analisadas, 66 perderam valor no primeiro pregão após a eleição; bancos concentraram um terço do tombo.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem minimalista com São Paulo, gráfico em queda, banco, petróleo, varejo, construção e exportações
As empresas do Ibovespa perderam R$ 621,43 bilhões em valor de mercado no primeiro pregão após a eleição. Imagem: Analistas/IA.

As 74 empresas da carteira teórica do Ibovespa perderam juntas R$ 621,43 bilhões em valor de mercado na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento mostra como a reação às Eleições 2026 atingiu as ações: 66 companhias perderam valor e apenas oito terminaram o dia maiores.

Valor total caiu para R$ 4,41 trilhões

Antes do pregão, as empresas somavam R$ 5,03 trilhões em valor de mercado. Ao fim do dia, o total havia recuado para R$ 4,41 trilhões, queda de 12,36%.

O Ibovespa caiu 13,88%, para 176.608 pontos. A B3 acionou o circuit breaker por 30 minutos, o primeiro desde março de 2020. O dólar PTAX avançou 9,19%, para R$ 5,5007.

IndicadorResultado em 26 de outubro
Perda de valor das empresasR$ 621,43 bilhões
Valor após o pregãoR$ 4,41 trilhões
Queda do Ibovespa13,88%
Alta do dólar PTAX9,19%
Empresas que perderam valor66 de 74

Itaú teve a maior perda em reais

O Itaú Unibanco perdeu R$ 75,95 bilhões em valor de mercado, o maior recuo do levantamento. A Petrobras veio em seguida, com R$ 59,19 bilhões.

Bradesco perdeu R$ 45,53 bilhões; B3, R$ 42,89 bilhões; Banco do Brasil, R$ 41,39 bilhões; e BTG Pactual, R$ 41,37 bilhões.

EmpresaPerda de valor
Itaú UnibancoR$ 75,95 bilhões
PetrobrasR$ 59,19 bilhões
BradescoR$ 45,53 bilhões
B3R$ 42,89 bilhões
Banco do BrasilR$ 41,39 bilhões
BTG PactualR$ 41,37 bilhões

Os cinco maiores bancos listados perderam R$ 209,19 bilhões. O valor corresponde a 33,7% de toda a redução registrada pelas empresas do índice.

Varejo e crédito lideraram em percentual

Magazine Luiza teve a maior queda proporcional de valor, com 58,23%. Vamos perdeu 56,79%; Hapvida, 54,93%; e C&A, 47,47%.

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Empresas ligadas ao consumo, crédito e juros foram mais castigadas porque dependem do poder de compra das famílias e do custo do financiamento. A alta das taxas futuras reduz o valor presente dos lucros esperados e torna a renda fixa mais competitiva.

Exportadoras foram a exceção

As oito empresas que ganharam valor são exportadoras ou ligadas a commodities. A alta do dólar aumenta, em reais, a receita obtida no exterior.

A Vale ganhou R$ 10,55 bilhões em valor de mercado. WEG avançou R$ 7,55 bilhões, Embraer ganhou R$ 5,59 bilhões e Suzano, R$ 5,35 bilhões. Klabin, Gerdau, Metalúrgica Gerdau e Bradespar também ficaram no campo positivo.

O que o levantamento mostra

Valor de mercado é o preço da ação multiplicado pelo número de papéis emitidos. A perda de R$ 621 bilhões não representa dinheiro retirado diretamente do caixa das empresas, mas a redução do preço que investidores aceitam pagar por elas.

Em relação a 2 de outubro, véspera do primeiro turno, o Ibovespa acumulava queda de 8,07% após o pregão de segunda-feira. O dólar PTAX estava 5,30% mais alto.

Os dados deixam claro que o choque não foi uniforme. Negócios dependentes do mercado doméstico e de juros baixos perderam mais, enquanto companhias com receita em dólar funcionaram como proteção parcial.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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