A Petrobras espera que a Braskem e seus credores cheguem a um consenso na recuperação extrajudicial da petroquímica, afirmou nesta quinta-feira (24) William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da estatal. Segundo ele, nenhuma decisão foi tomada sobre eventual injeção de capital pela Petrobras. A declaração indica uma expectativa de negociação, não um acordo fechado.
França falou a jornalistas durante o congresso ROG.e, no Rio de Janeiro, segundo reportagem da Reuters. A Petrobras é acionista da Braskem e participa das tratativas. O pedido de recuperação extrajudicial da Braskem foi protocolado em 24 de agosto, em meio à tentativa de reorganizar a dívida da companhia.
Qual é o prazo para negociar
O executivo afirmou que as partes têm até 24 de novembro para fechar o acordo da recuperação extrajudicial com os credores. Nesse intervalo, companhia, acionistas e credores discutem as condições de um plano atualizado. Um prazo para negociar não significa que o resultado esteja assegurado.
Em comunicado anterior à CVM, a Braskem informou que o plano protocolado contava com a adesão de credores titulares de 39,6% dos créditos sujeitos. O documento também descreveu possibilidades como alongamento de obrigações e eventual suporte de liquidez dos acionistas, condicionadas a negociação e aprovações. A companhia ressaltou que as condições finais da reestruturação não estavam decididas.
Petrobras vai colocar dinheiro na Braskem?
Não há decisão anunciada nesse sentido. Questionado sobre aporte, França afirmou que nada havia sido definido, conforme a Reuters. O eventual suporte de acionistas aparece como possibilidade no plano preliminar, não como compromisso de capital já aprovado ou com valor estabelecido.
Para quem acompanha BRKM5 e PETR4, a distinção é importante: participação nas conversas, expectativa de consenso e desembolso efetivo são fatos diferentes. O Analistas já noticiou a ampliação de uma linha de crédito da Petrobras à Braskem, operação anterior que não deve ser confundida com um novo aporte decidido agora.
Esta reportagem se baseia nas declarações de William França publicadas pela Reuters em 24 de setembro e no comunicado da Braskem à CVM de 25 de agosto de 2026.