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Resumo do mercado hoje: Ibovespa sobe 0,45% apesar do apagão na B3; dólar estável

Mesmo com a B3 quase três horas fora do ar, o Ibovespa subiu 0,45%, aos 177,9 mil pontos, sustentado por commodities. O dólar ficou estável, a R$ 5,06.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Arte do resumo do mercado de 31 de julho de 2026, com fachada da B3, alerta de instabilidade e gráfico do Ibovespa em alta.
Resumo do mercado de 31 de julho de 2026 destaca a alta do Ibovespa mesmo após a instabilidade que deixou os sistemas da B3 fora do ar. Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

Mesmo com a Bolsa ficando quase três horas fora do ar pela manhã, o Ibovespa fechou em alta e encerrou julho no positivo. As commodities sustentaram o índice, e o dólar mal se mexeu, ficando em R$ 5,06.

Foi uma sexta-feira (31) para entrar na história, e não pelos melhores motivos. O Ibovespa fechou em alta de 0,45%, aos 177,9 mil pontos, um resultado até positivo se considerarmos que a Bolsa brasileira passou por um apagão e só começou a operar com quase três horas de atraso, por causa de uma falha técnica.

O dólar, por sua vez, ficou praticamente de lado. A moeda americana subiu apenas 0,17%, cotada a R$ 5,06, mantendo-se estável no dia. No acumulado de julho, porém, o dólar caiu 1,82%, um respiro para quem acompanha o câmbio.

O apagão que marcou o pregão

O grande assunto do dia foi a falha operacional que deixou a B3 mais de duas horas fora do ar, algo inédito. O impacto apareceu no volume de negócios: enquanto a média diária em julho foi de cerca de R$ 18 bilhões, nesta sexta o giro ficou perto de R$ 8,5 bilhões, menos da metade. Como resumiu um analista da Convexa, quem só poderia operar pela manhã simplesmente não conseguiu.

Com a Bolsa parada de manhã, os investidores recorreram aos ADRs em Nova York como termômetro. E lá, o destaque foi o Santander, que disparou mais de 12% com uma oferta de compra da matriz.

O que sustentou a alta?

Com a Bolsa reaberta, quem segurou o índice foram as commodities. As ações de mineradoras e petroleiras, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), deram sustentação ao Ibovespa, aproveitando o bom momento das matérias-primas.

O dia também foi movimentado pela temporada de balanços. A Vale, além de resultados, agradou o acionista ao anunciar o pagamento de R$ 2,03 por ação em proventos. Já a Usiminas (USIM5) caiu 2,52% após um balanço que decepcionou o mercado, e a Braskem (BRKM5) seguiu pressionada, depois de recorrer a uma medida judicial contra credores em meio a um impasse sobre sua dívida.

No câmbio, o real perdeu um pouco de força porque o dólar se fortaleceu no exterior, impulsionado pela alta dos juros dos títulos americanos e por falas de dirigentes do Federal Reserve defendendo manter os juros altos nos Estados Unidos.

O que fica no radar

A semana que vem promete. Na quarta-feira (5), o Copom anuncia sua decisão sobre a taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, no evento mais aguardado da agenda. Um dia antes, na terça, sai o dado da produção industrial brasileira.

Apesar do tropeço técnico, o mercado fechou a semana com leve alta de 0,19% e encerrou julho no campo positivo. Para quem acompanha o dia a dia, ficou o alerta: a falha da B3 mostrou que até a estrutura que sustenta todo o mercado pode falhar. Para comparar com o pregão anterior, vale reler o resumo do dia em que a Bolsa subiu com as big techs.

Fechamento referente à sexta-feira, 31 de julho de 2026. Dados de mercado sujeitos a revisão.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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