A Bolsa retomou os 177 mil pontos num dia de mais apetite por risco no mundo, embalada pelo rali das gigantes de tecnologia lá fora. O dólar recuou quase 1% e fechou abaixo de R$ 5,07.
O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, recuperando com folga o patamar dos 177 mil. O pregão foi de bom humor generalizado, com os investidores mais dispostos a comprar risco depois da temporada de balanços das gigantes de tecnologia nos Estados Unidos.
No câmbio, o movimento foi de alívio. O dólar caiu 0,95% e fechou cotado a R$ 5,062, ajudado pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior.
O que impulsionou o pregão?
O combustível veio de fora, mais especificamente do setor de tecnologia. As bolsas de Nova York dispararam, com o índice Nasdaq subindo expressivos 2,78%, puxado pela euforia com a inteligência artificial. O destaque foi a Microsoft, que saltou após mostrar que a IA já dá lucro, com a receita da nuvem Azure batendo recordes.
Curiosamente, nem todas as gigantes brilharam. Na contramão, a Meta caiu forte, penalizada pelos gastos bilionários com IA que corroeram seu lucro. Mas, no saldo do dia, o otimismo com o setor prevaleceu e contagiou os mercados, incluindo o brasileiro.
Como foi por aqui?
Na B3, os bancos deram sustentação ao índice. Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,97% e Itaú (ITUB4) avançou 2,20%. O Bradesco (BBDC4) virou no fim do pregão e fechou em leve alta de 0,22%, ainda digerindo o anúncio de que vai captar R$ 10 bilhões em um aumento de capital. Na ponta negativa entre os bancos, o Santander (SANB11) recuou 1,48%, ainda pagando o pato por um balanço fraco.
Entre as gigantes de commodities, a Petrobras (PETR4) subiu 2%, mesmo com o petróleo mais fraco, e a Vale (VALE3) ganhou 1,39% na véspera de divulgar seu balanço. Já a Ambev (ABEV3) destoou e caiu, apesar de ter reportado um lucro 24,5% maior no trimestre, num sinal de que o mercado esperava mais.
O que fica no radar
A atenção imediata se volta para o balanço da Vale, divulgado após o fechamento, que deve ditar o humor com a mineradora na sexta. No cenário macro, o grande evento da próxima semana é a reunião do Copom, nos dias 4 e 5 de agosto, que vai definir o rumo da Selic, hoje em 14,25% ao ano.
Com o fim de julho, o mercado fecha mais um mês de olho na dupla que tem comandado os humores: os juros por aqui e a corrida da inteligência artificial lá fora. Para quem quer comparar, vale reler o resumo do pregão anterior, quando a Bolsa havia recuado seguindo Nova York.
Fechamento referente à quinta-feira, 30 de julho de 2026. Dados de mercado sujeitos a revisão.