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Mercado Financeiro

Resumo do mercado hoje: Ibovespa sobe 1,9%, dólar cai a R$ 5,06 e big techs puxam alta

O Ibovespa subiu 1,88%, aos 177.158 pontos, embalado pelo rali das big techs lá fora e pelos bancos. O dólar caiu 0,95% e fechou cotado a R$ 5,062.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em
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Painel da B3 com gráfico de alta e o título “Resumo do mercado”, referente a 30 de julho de 2026.
Arte representa o desempenho positivo do mercado financeiro em 30 de julho de 2026, com painel da B3 e gráfico ascendente. Imagem criada com inteligência artificial para o portal Analistas.com.br.

A Bolsa retomou os 177 mil pontos num dia de mais apetite por risco no mundo, embalada pelo rali das gigantes de tecnologia lá fora. O dólar recuou quase 1% e fechou abaixo de R$ 5,07.

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, recuperando com folga o patamar dos 177 mil. O pregão foi de bom humor generalizado, com os investidores mais dispostos a comprar risco depois da temporada de balanços das gigantes de tecnologia nos Estados Unidos.

No câmbio, o movimento foi de alívio. O dólar caiu 0,95% e fechou cotado a R$ 5,062, ajudado pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior.

O que impulsionou o pregão?

O combustível veio de fora, mais especificamente do setor de tecnologia. As bolsas de Nova York dispararam, com o índice Nasdaq subindo expressivos 2,78%, puxado pela euforia com a inteligência artificial. O destaque foi a Microsoft, que saltou após mostrar que a IA já dá lucro, com a receita da nuvem Azure batendo recordes.

Curiosamente, nem todas as gigantes brilharam. Na contramão, a Meta caiu forte, penalizada pelos gastos bilionários com IA que corroeram seu lucro. Mas, no saldo do dia, o otimismo com o setor prevaleceu e contagiou os mercados, incluindo o brasileiro.

Como foi por aqui?

Na B3, os bancos deram sustentação ao índice. Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,97% e Itaú (ITUB4) avançou 2,20%. O Bradesco (BBDC4) virou no fim do pregão e fechou em leve alta de 0,22%, ainda digerindo o anúncio de que vai captar R$ 10 bilhões em um aumento de capital. Na ponta negativa entre os bancos, o Santander (SANB11) recuou 1,48%, ainda pagando o pato por um balanço fraco.

Entre as gigantes de commodities, a Petrobras (PETR4) subiu 2%, mesmo com o petróleo mais fraco, e a Vale (VALE3) ganhou 1,39% na véspera de divulgar seu balanço. Já a Ambev (ABEV3) destoou e caiu, apesar de ter reportado um lucro 24,5% maior no trimestre, num sinal de que o mercado esperava mais.

O que fica no radar

A atenção imediata se volta para o balanço da Vale, divulgado após o fechamento, que deve ditar o humor com a mineradora na sexta. No cenário macro, o grande evento da próxima semana é a reunião do Copom, nos dias 4 e 5 de agosto, que vai definir o rumo da Selic, hoje em 14,25% ao ano.

Com o fim de julho, o mercado fecha mais um mês de olho na dupla que tem comandado os humores: os juros por aqui e a corrida da inteligência artificial lá fora. Para quem quer comparar, vale reler o resumo do pregão anterior, quando a Bolsa havia recuado seguindo Nova York.

Fechamento referente à quinta-feira, 30 de julho de 2026. Dados de mercado sujeitos a revisão.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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