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Vamos (VAMO3) tem receita de R$ 1,59 bi no 3T26

Prévia da Vamos mostra receita recorde na locação, queda nas retomadas e contratos prorrogados acima da meta anual; balanço sai em novembro e o caixa será foco.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Colagem editorial com caminhão, escavadeira, chave e gráfico de crescimento
Vamos divulgou a prévia operacional do terceiro trimestre de 2026. Imagem: Analistas/IA

A Vamos (VAMO3) registrou receita líquida consolidada de R$ 1,594 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 4,3% em um ano, segundo a prévia operacional divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro. O avanço veio da locação de caminhões, enquanto a venda de seminovos perdeu força; os dados ajudam a antecipar pontos do próximo balanço para quem acompanha a economia e as ações VAMO3.

As informações são preliminares e não auditadas. A companhia divulgará os resultados financeiros completos em 12 de novembro, quando serão conhecidos lucro, dívida, despesas financeiras e demais indicadores contábeis.

Principais números da prévia

Indicador3T26Variação anual
Receita líquida consolidadaR$ 1,594 bilhão+4,3%
Receita de locaçãoR$ 1,156 bilhão+11,5%
Venda de ativosR$ 310,3 milhões-20,9%
Receita da indústriaR$ 127,5 milhões+28,2%
Capex implantadoR$ 965 milhões+9,2%
Ocupação da frota88,8%+2,0 p.p.

No acumulado de janeiro a setembro, a receita consolidada chegou a R$ 4,779 bilhões, crescimento de 11,8% sobre o mesmo período de 2025. O desempenho mostra expansão, mas com ritmos bastante diferentes entre as áreas.

Locação atingiu novo recorde

A receita de locação cresceu 11,5%, para R$ 1,156 bilhão. Segundo a empresa, o resultado refletiu o aumento da frota alugada, a implantação de contratos com ativos novos e a demanda distribuída entre vários setores da economia.

A ocupação encerrou setembro em 88,8%. O índice ficou ligeiramente abaixo do trimestre anterior porque havia mais veículos novos sendo preparados para entrar em operação. Sem esse estoque temporário, a Vamos calcula que a ocupação teria chegado a 89,3%.

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O capex implantado somou R$ 965 milhões, avanço de 25,2% sobre o segundo trimestre e de 9,2% em um ano. Esse indicador representa ativos efetivamente incorporados à operação e não deve ser confundido com investimentos apenas contratados.

Extensões superaram a meta anual

As prorrogações de contratos somaram R$ 482,9 milhões apenas no trimestre e R$ 970,1 milhões no acumulado do ano. O total dos nove meses equivale a 129% do ponto médio da projeção anual e a 108% do limite superior de R$ 900 milhões.

Extender um contrato mantém o ativo gerando receita por mais tempo sem exigir a compra imediata de outro veículo. Para a companhia, isso pode melhorar a utilização da frota e reduzir a necessidade de desembolso. O efeito final sobre margem e retorno, porém, dependerá das condições comerciais negociadas.

Retomadas caíram para o menor nível desde 2023

Retomadas e devoluções antecipadas totalizaram R$ 111,4 milhões, queda de 55,6% em um ano e de 41,2% sobre o trimestre anterior. Em relação à média do imobilizado bruto da frota, o volume anualizado correspondeu a 2,4%.

A Vamos afirmou não ter identificado concentração relevante dessas ocorrências em um setor específico. A redução é positiva porque retomadas podem interromper receitas, gerar custos de recuperação e levar veículos ao estoque antes do previsto.

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Seminovos continuam como ponto de atenção

A receita de venda de ativos caiu 20,9%, para R$ 310,3 milhões. A empresa relacionou o desempenho à menor entrada de veículos disponíveis, às extensões de contratos e ao uso de parte do estoque pela própria operação de locação.

O crédito bancário mais restrito para compradores de usados também pesou. A margem bruta do segmento ficou entre 0% e 1%, faixa baixa que indica pouca sobra depois do custo dos ativos vendidos.

Locação e seminovos estão conectados. Quando contratos são prorrogados, o veículo permanece alugado e demora mais para chegar à loja. Isso favorece receita recorrente no curto prazo, mas reduz a oferta de usados para venda.

O que acompanhar no balanço

A prévia não informa o lucro líquido do trimestre. Em 12 de novembro, o mercado deverá observar principalmente margem Ebitda, dívida líquida, custo de financiamento, geração de caixa e rentabilidade dos investimentos feitos na frota.

O crescimento da locação e a queda das retomadas são sinais operacionais favoráveis. A baixa margem dos seminovos e o volume elevado de investimentos, por outro lado, mantêm a atenção sobre caixa e alavancagem. Esta reportagem é informativa e não recomenda comprar ou vender VAMO3.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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