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Economia

Viridis obtém R$ 77,5 milhões do BNDES para projeto de terras raras

Financiamento de 16 anos apoiará centro de pesquisa e planta de demonstração do projeto Colossus, em Poços de Caldas, Minas Gerais.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Amostras minerais analisadas em laboratório com paisagem de Poços de Caldas ao fundo
Financiamento apoiará estruturas de pesquisa e demonstração do projeto de terras raras Colossus, em Poços de Caldas. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

A australiana Viridis Mining and Minerals obteve R$ 77,5 milhões em financiamento do BNDES para apoiar o projeto de terras raras Colossus, em Poços de Caldas, Minas Gerais. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Rafael Moreno, em entrevista à Bloomberg Línea.

O crédito terá prazo de 16 anos e será destinado a um centro de pesquisa e a uma planta de demonstração recém-inaugurada, segundo o executivo. O valor equivale a aproximadamente US$ 15 milhões e representa apenas uma parte do capital necessário para levar o projeto à escala comercial.

Projeto ainda busca financiamento maior

Moreno afirmou que a Viridis mantém conversas sobre novas linhas de crédito e uma possível participação acionária do BNDESPar. A companhia estima precisar de cerca de US$ 280 milhões adicionais para concluir o desenvolvimento.

A expectativa informada pela empresa é iniciar a produção comercial no segundo semestre de 2028. Como o cronograma depende de engenharia, licenças, financiamento e execução das obras, a data deve ser entendida como projeção, e não como garantia.

Por que terras raras são estratégicas

Terras raras formam um grupo de elementos usados em ímãs permanentes de alto desempenho, motores elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e aplicações industriais. A demanda global aumentou o interesse em cadeias de suprimento fora dos produtores tradicionais.

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O projeto Colossus prevê produção média anual de 2.967 toneladas de óxidos magnéticos de terras raras, de acordo com estimativas divulgadas pela companhia. Resultados efetivos dependerão da qualidade do recurso, recuperação metalúrgica, custos e implantação.

Acordo comercial está em negociação

A Viridis também trabalha para concluir um acordo de fornecimento com a Solvay. Segundo Moreno, a negociação prevê destinar cerca de 75% do carbonato misto produzido durante cinco anos, com opção de extensão por mais cinco. O contrato ainda deve ser tratado como negociação até sua conclusão formal.

O apoio de um banco de desenvolvimento reduz parte do risco financeiro, mas não elimina desafios técnicos, ambientais e comerciais. No setor de minerais críticos, licenciamento e continuidade operacional têm peso relevante, como mostrou o caso recente da Sigma Lithium em Minas Gerais.

O BNDES vem sendo procurado por empresas afetadas por mudanças no comércio e por setores considerados estratégicos. O Analistas acompanhou a demanda por recursos do banco para o plano de apoio ao tarifaço.

A Viridis é listada na Austrália e não possui ação ordinária negociada na B3. Esta reportagem descreve o financiamento e as projeções divulgadas pela empresa, sem constituir recomendação de investimento.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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