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BC fará leilão de US$ 1 bilhão nesta quinta; entenda o swap reverso

Banco Central fará venda à vista e swap reverso simultaneamente em 10 de setembro. Operações movimentam até US$ 1 bilhão em cada ponta.

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Por Fundador e Editor-chefe · Publicado em Revisado por Muniz
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Moedas representando dólar e real em uma balança diante do Banco Central
Banco Central programou venda de dólares à vista e leilão de swap reverso para 10 de setembro. Imagem ilustrativa criada com inteligência artificial para o Analistas.

O Banco Central realizará nesta quinta-feira, 10 de setembro, dois leilões simultâneos no mercado de dólar. A autoridade ofertará até US$ 1 bilhão em moeda à vista e até 20 mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes a outros US$ 1 bilhão.

As propostas serão recebidas entre 9h20 e 9h25. Embora os valores apareçam em duas operações, não se trata simplesmente de uma venda líquida de US$ 2 bilhões nem de uma aposta do BC em determinada cotação.

Como funciona a venda de dólar à vista

Na primeira ponta, o Banco Central retira dólares das reservas internacionais e vende a moeda aos dealers credenciados. A operação fornece liquidez imediata ao mercado à vista.

O leilão será referenciado pela Ptax e aceitará no máximo US$ 1 bilhão. Cada dealer poderá apresentar até três propostas com o volume desejado e o diferencial em relação à taxa de referência.

O que é swap cambial reverso

O swap reverso é um derivativo no qual o Banco Central assume uma posição que produz efeito semelhante à compra de dólares no mercado futuro. Não ocorre a entrega imediata das mesmas reservas movimentadas na operação à vista.

Serão ofertados até 20 mil contratos, com valor nocional total de US$ 1 bilhão. O início está previsto para 11 de setembro e o vencimento para 1º de outubro de 2026.

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Por que as duas operações são realizadas juntas

A combinação é conhecida no mercado como casadão. O BC vende dólares no mercado à vista e, simultaneamente, assume posição equivalente à compra no mercado futuro. Em tese, os efeitos cambiais das duas pontas se compensam.

O objetivo principal é fornecer liquidez em um vencimento ou segmento específico, e não necessariamente alterar a direção do dólar. Demanda, diferenciais aceitos e condições de mercado determinam quanto será efetivamente colocado.

Leilão ocorre após dólar voltar a R$ 5,11

Na terça-feira, a moeda havia fechado perto de R$ 5,09. Nesta quarta, voltou à faixa de R$ 5,11 com petróleo mais caro e aumento da aversão ao risco.

Na abertura da semana, o mercado também acompanhou política, fluxo estrangeiro e novas projeções econômicas, como mostrou a matéria sobre o dólar a R$ 5,09 e o Boletim Focus.

A trajetória do câmbio depende ainda da diferença de juros e das expectativas fiscais. O Focus manteve a Selic elevada nas projeções de 2026, fator que influencia o custo de carregar posições em reais e dólares.

O resultado será divulgado pelo Banco Central depois das propostas. Esta explicação não antecipa a reação do câmbio nem constitui orientação financeira.

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Escrito por Fundador e Editor-chefe

Muniz é o fundador e editor-chefe do portal Analistas. Empreendedor digital e especialista em tecnologia voltada para o mercado financeiro, é o desenvolvedor por trás de plataformas de dados como o Ações Capital. Lidera a visão editorial e a infraestrutura tecnológica do Analistas, unindo entrega de cotações em tempo real e rigor analítico para democratizar a informação no mercado brasileiro.

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Esta matéria foi revisada por Muniz (Fundador e Editor-chefe).

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