O BVAR11, fundo imobiliário Brasil Varejo, concluiu a venda de um imóvel na Barra Funda, em São Paulo, por aproximadamente R$ 23,8 milhões. A escritura foi celebrada em 3 de setembro e o pagamento ocorrerá de forma parcelada.
O fundo recebeu R$ 1,30 milhão na assinatura. Os R$ 22,5 milhões restantes serão pagos em 18 parcelas mensais de R$ 1,25 milhão, corrigidas pela variação positiva do IPCA.
Lucro estimado não é dividendo anunciado
A gestão estima que a operação gere resultado contábil próximo de R$ 38 por cota. Esse número representa a estimativa de lucro vinculada à venda e não deve ser confundido com um rendimento já aprovado para pagamento imediato aos cotistas.
O fato relevante não estabeleceu um calendário específico para distribuir integralmente esse valor. Como o preço será recebido ao longo de 18 meses, a entrada de caixa também ocorrerá gradualmente.
Como será recebido o valor da venda
Além da parcela inicial, o contrato prevê 18 pagamentos mensais e sucessivos. A correção pela inflação protege o valor nominal das parcelas caso o IPCA seja positivo durante o período.
O parcelamento significa que o fundo mantém um valor a receber do comprador. O resultado financeiro efetivo dependerá do cumprimento do cronograma previsto no contrato.
O que a operação muda no BVAR11
A alienação transforma um ativo imobiliário em caixa e recebíveis. O efeito sobre os rendimentos dependerá da política da gestão, das regras aplicáveis aos FIIs, do recebimento das parcelas e de outras receitas e despesas do fundo.
O Analistas acompanhou a proposta do HGRU11 por imóvel do FCFL11 e a negociação de venda de imóvel do HGRE11.
Cotistas também podem consultar o calendário de rendimentos de FIIs em setembro. A venda do BVAR11 não autoriza projetar um pagamento de R$ 38 por cota em uma única data.
Esta reportagem apresenta os termos divulgados da operação e não constitui recomendação de investimento em BVAR11.